TODOS SÃO IGUAIS. PORÉM…
Lei existe para ser cumprida. Mas, no país do jeitinho, muitas leis parece que só existem para alguns. A lei municipal que visa a disciplinar a distribuição de impressos nas ruas, de autoria dos vereadores Edmilson Souza e Toninho Magalhães Filho, aprovada em dezembro 2010, por exemplo, é flagrantemente desrespeitada, até por vereadores.
… ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS
Essa lei, a de no. 6.777, de 15/12/2010, determina que a distribuição nas vias públicas só é autorizada se a publicação impressa contiver no mínimo seis páginas de conteúdo editorial. No entanto, várias têm circulado livremente com menos páginas editoriais. O informativo do vereador Eraldo Souza tem apenas quatro páginas e uma delas tem conteúdo comercial. Também não consta a empresa que o edita, nem o jornalista responsável.
QUEM TEM PADRINHO…
Outros pseudojornais divulgam empreendimentos imobiliários com menos páginas editoriais do que o exigido na lei e o pouco conteúdo que têm é dirigido a fazer proselitismo político de algum padrinho.
E A PREFEITURA AINDA PAGA!
A Folha da Cidadania, edição de 23 a 30 de junho, circulou com apenas quatro páginas. Não bastasse o desrespeito à Lei, ainda tinha como único anunciante meia página da própria Prefeitura. Isto é, o poder público, além de não fiscalizar, ainda patrocina a ilegalidade! Todas as notícias publicadas eram reproduções de releases da Prefeitura e o editorial enaltecia o deputado Alencar Santana. Tá explicado! Entre amigos, vale tudo.
POR FALAR EM IGUALDADE
O projeto Guarulhos de Cara Nova também só está sendo obedecido por parte das empresas locais. Enquanto alguns estabelecimentos apressaram-se em modificar suas fachadas, arcando às vezes com altos custos, mesmo em dificuldades financeiras, outros fazem de conta que não têm nada a ver com isso. A publicidade sonora também é feita de forma abusiva na cidade.
GREVE NA SAÚDE
Causou surpresa o volume de trabalhadores municipais da Saúde que fizeram parte da passeata, do Bom Clima até o Centro, na segunda-feira, primeira dia da greve do setor, que reivindica da Prefeitura o mesmo índice de aumentado praticado para os médicos. Também reclamam o cumprimento da jornada de 30 horas, que teria sido definida em decisão de instância superior. O slogan da passeata era “Saúde na rua, Almeida a culpa é sua!”.