Archive for julho, 2011

Bela voz tem Paula Fernandes!


2011
07.06

Como vejo pouco televisão, ainda não havia prestado atenção à jovem cantora Paula Fernandes. Dia desses, perto de uma estação do Metrô, um bar tocava um álbum dela, a todo volume.
Foi aí que me chamou a atenção sua interpretação para a música “Costumes”, de Roberto e Erasmo Carlos, cuja letra reproduzo.
Impressiona como ela coloca bem a voz. Pronuncia tão detalhadamente as palavras, que até parece uma cantora portuguesa em alguns momentos, embora ela seja mineira. Cantando “Tocando em frente” com Leonardo, por exemplo, ficou belíssimo.
Não postarei nenhum dos vídeos dela que estão disponíveis na internet, para que os meus queridos leitores tenham a curiosidade de pesquisar e a oportunidade de conhecer muito mais do que eu poderia propor aqui. Ela também canta muito bem em inglês algumas canções selecionadas a dedo.

Tão bonita e feminina, até destoa do cenário das cantoras brasileiras, onde despontam vozes e jeitos tão masculinizados. Que elas me perdoem, mas prefiro a delicadeza da voz de Paula Fernandes.

Eu pensei
Que pudesse esquecer
Certos velhos costumes

Eu pensei
Que já nem me lembrasse
De coisas passadas

Eu pensei
Que pudesse enganar
A mim mesma dizendo
Que essas coisas da vida em comum
Não ficavam marcadas

Não pensei
Que me fizessem falta
Umas poucas palavras
Dessas coisas simples
Que dizemos antes de dormir

De manhã
O bom dia na cama
A conversa informal
O beijo depois o café
O cigarro e o jornal

Os costumes me falam de coisas
E fatos antigos
Não me esqueço das tardes alegres
Com nossos amigos

Um final de programa
Fim de madrugada
O aconchego na cama
A luz apagada
Essas coisas
Só mesmo com o tempo
Se pode esquecer

E então eu me vejo sozinha como estou agora
E respiro toda a liberdade
Que alguém pode ter

De repente ser livre
Até me assusta
Me aceitar sem você
Certas vezes me custa
Como posso esquecer dos costumes
Se nem mesmo esqueci de você

Texto havia sido creditado indevidamente a Glória Kalil


2011
07.06

Em 13 de fevereiro, postei artigo “O que é ser chique”, atribuindo a autoria a Glória Kalil. Hoje, recebi e-mail da verdadeira autora do texto, Gilka Maria. Publiquei o comentário dela e imediatamente corrigi o texto, que havia sido modificado (não por mim) e dei o devido crédito a Gilka, a quem peço desculpas pelo erro e pelo desconhecimento. Agradeço a compreensão, tanto dela, quanto dos internautas que acompanham meu blog.

A lei é feita só para alguns?


2011
07.04

TODOS SÃO IGUAIS. PORÉM…
Lei existe para ser cumprida. Mas, no país do jeitinho, muitas leis parece que só existem para alguns. A lei municipal que visa a disciplinar a distribuição de impressos nas ruas, de autoria dos vereadores Edmilson Souza e Toninho Magalhães Filho, aprovada em dezembro 2010, por exemplo, é flagrantemente desrespeitada, até por vereadores.

… ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS
Essa lei, a de no. 6.777, de 15/12/2010, determina que a distribuição nas vias públicas só é autorizada se a publicação impressa contiver no mínimo seis páginas de conteúdo editorial. No entanto, várias têm circulado livremente com menos páginas editoriais. O informativo do vereador Eraldo Souza tem apenas quatro páginas e uma delas tem conteúdo comercial. Também não consta a empresa que o edita, nem o jornalista responsável.

QUEM TEM PADRINHO…
Outros pseudojornais divulgam empreendimentos imobiliários com menos páginas editoriais do que o exigido na lei e o pouco conteúdo que têm é dirigido a fazer proselitismo político de algum padrinho.

E A PREFEITURA AINDA PAGA!
A Folha da Cidadania, edição de 23 a 30 de junho, circulou com apenas quatro páginas. Não bastasse o desrespeito à Lei, ainda tinha como único anunciante meia página da própria Prefeitura. Isto é, o poder público, além de não fiscalizar, ainda patrocina a ilegalidade! Todas as notícias publicadas eram reproduções de releases da Prefeitura e o editorial enaltecia o deputado Alencar Santana. Tá explicado! Entre amigos, vale tudo.

POR FALAR EM IGUALDADE
O projeto Guarulhos de Cara Nova também só está sendo obedecido por parte das empresas locais. Enquanto alguns estabelecimentos apressaram-se em modificar suas fachadas, arcando às vezes com altos custos, mesmo em dificuldades financeiras, outros fazem de conta que não têm nada a ver com isso. A publicidade sonora também é feita de forma abusiva na cidade.

GREVE NA SAÚDE
Causou surpresa o volume de trabalhadores municipais da Saúde que fizeram parte da passeata, do Bom Clima até o Centro, na segunda-feira, primeira dia da greve do setor, que reivindica da Prefeitura o mesmo índice de aumentado praticado para os médicos. Também reclamam o cumprimento da jornada de 30 horas, que teria sido definida em decisão de instância superior. O slogan da passeata era “Saúde na rua, Almeida a culpa é sua!”.