Archive for fevereiro, 2011

Ministério do Turismo quer avaliar destinos dos cruzeiros marítimos


2011
02.21

Por ser assunto de interesse geral, reproduzo release enviado pela Assessoria de Imprensa do Ministério do Turismo:

A capacidade de carga dos destinos turísticos será avaliada no processo de definição dos roteiros dos navios de turismo pela costa brasileira. A medida, anunciada pelo Ministério do Turismo (MTur), tem como objetivo evitar transtornos no cotidiano dos municípios que recebem transatlânticos durante as temporadas de cruzeiros.

Com o aumento da demanda por cruzeiros, um mercado que cresceu mais de 2.000% ao longo de dez anos, houve também pressão sobre a infraestrutura de municípios que recebem os navios. Por isso, o MTur começa a adotar medidas como o ordenamento das escalas dos transatlânticos e desenhar projetos de qualificação dos receptivos das cidades portuárias.

“Os cruzeiros marítimos representam um importante reforço na economia das cidades litorâneas. Precisamos apenas discutir ajustes nas escalas, observando a capacidade local de receber bem os cruzeiristas”, explica o diretor de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do MTur, Ricardo Moesch. Segundo ele, MTur e Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) discutirão a adaptação das escalas já para a temporada 2011/12, que começa em outubro. Os projetos de qualificação para pessoal que recebe os turistas em terra serão formatados com apoio dos órgãos de turismo.

Até o final da temporada 2010/11, em maio próximo, serão 884 mil pessoas transportadas, segundo previsão da Abremar. No total, serão 20 navios, percorrendo 21 cidades litorâneas. Somente Búzios, que sediou nessa semana a reunião do GT de Turismo Náutico, coordenado pelo MTur, receberá 401,4 mil turistas no período.

De uma faxina dessas, todos nós precisamos


2011
02.16

Viviane Sanson, que agora trabalha aqui na editora, recebeu esse poema e o repassou para seu mailing. Chegou minha vez: divido-o com todos que acompanham o blog, porque deve ser muito bom fazer uma faxina dessas. Leia e reflita:

Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim…
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos,
lavar alguns desejos que estavam enferrujando…

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
Joguei fora a raiva e o rancor
Guardadas num livro que não li.

Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca
queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste…

Mas lá havia outras coisas… belas!!!
…o choro de meus filhos ao nascerem
seus primeiros passos,os abraços….
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo…..
o pôr do sol…. uma noite de amor

Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão,
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima -
pois quase não as uso – e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o quefazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.

Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…

Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado,
dobrei direitinho os desejos,
perfumei na esperança,
passei um paninho nas minhas metas e deixei-as à mostra.
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
em cima, as de minha juventude, e…
pendurada bem à minha frente,
coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar… de novo

Leitor condena publicação


2011
02.16

Reproduzo mensagem enviada por internauta, que pede para manter-se no anonimato, acerca da publicação da matéria sobre “brincadeira de adulto”, atendendo ao meu pedido postado ontem.

A revista Weekend enfoca as questões com propriedade, de forma objetiva e clara. E assim que deve continuar.

No entanto, na edição nº 66, trouxe a reportagem “brincadeira de adulto”, exibindo acessórios sexuais. Entendo que a matéria deveria ser dirigida apenas ao público adulto e em veículo de comunicação adequado.

Corrija-me se estou enganado. Penso que objetivo da revista Weekend é atingir crianças, jovens e adultos, vez que é distribuída com liberdade e sem qualquer restrição, reserva ou recomendação.

Conquistamos, a duras penas, a tão sonhada liberdade de expressão. Todavia, é preciso ter limites para que as crianças tenham a educação sexual na hora, no momento e de forma adequada.

Brinquedos de adultos. Qual sua opinião?


2011
02.15

Recebemos três reclamações acerca da reportagem publicada na Weekend sobre produtos vendidos em sex shops. Foram leitores que se sentiram constrangidos ao ver esse tipo de assunto abordado na revista, embora seja um conteúdo muito comum de ser visto em revistas como Nova, Cláudia e até em publicações voltadas para adolescentes. O que a matéria diz é exatamente que os tempos estão mudando e que é crescente a clientela, principalmente feminina, desses estabelecimentos.

Eu desejo saber a opinião de mais leitores a respeito desse assunto. Distribuímos 15 mil exemplares e recebemos três queixas. Houve mais gente que não gostou, mas preferiu não se manifestar? Ou a maioria gostou?

O que você pensa disso? Comente!

O que é ser chique, na opinião abalizada de Gilka Maria


2011
02.13

Reproduzo artigo publicado no livro “A Quem Interessar Possa”, de Gilka Maria. O texto circula na internet atribuído indevidamente a Glória Kalil. Eu o havia postado como recebera e, em 06.07.2011, fui alertado pela verdadeira autora do crédito incorreto. Faço a correção e peço desculpas a Gilka Maria pelo desconhecimento. O texto também havia sido modificado e ela me envia o correto, que já reproduzo abaixo. Concordo plenamente com a opinião dela, que sabe o que diz. Tem muita gente por aí, que se acha chique, mas só faz ridículo por onde passa

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente Basta abrir qualquer das revistas semanais especializadas em burburinhos para ver as mais diferentes figuras reduzidas à mesma tribo: a dos “absolutamente chiques”. Para isso, basta ter (ou parecer ter) uma gorda conta bancária, um apartamento projetado por um arquiteto específico e, claro, freqüentar as festas certas e os restaurantes da moda. É tiro e queda. Daí pra virar celebridade é um pulo. Celebridade “chique”, lógico. Mas a verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique, é preciso muito mais que um guarda-roupa recheado de grifes importadas. Muito mais que um belo carro alemão. O que faz alguém ser verdadeiramente chique não é quanto essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção por suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio. Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da conta. Chique mesmo é gostar de filosofia, enquanto todo mundo devora Paulo Coelho. Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom-dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar o aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Nada mais feio que parecer uma vitrine ambulante. Chique mesmo é olhar no olho de seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiver sentado à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia. Chique mesmo é honrar sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado. Chique mesmo é conhecer a galinha ao molho pardo do Porto do Moreira e o steak tartar do Bar du Theatre, em Paris. Chique mesmo é ter boa conversa, cultura geral e um pretinho básico no armário.
Mas, pra ser chique, chique m-e-s-m-o, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos pro mesmo lugar. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

A lei, ora a lei!


2011
02.13

Dizem que se as pessoas soubessem como são feitas as leis e as salsichas, ninguém as obedeceria e consumiria. Talvez seja por isso que os legisladores sejam os primeiros a desobedecer às leis. Guarulhos é exemplo de cidade onde muitas leis só servem para ocupar tempo em discussões infrutíferas na Câmara Municipal para serem aprovadas e, depois, para repousar nos livros onde se colecionam os diários oficiais, que, aliás, aqui são bissemanais. Este será o tema da Coluna da Carleto desta semana.

A estreia da Coluna do Carleto na revista Weekend


2011
02.11

Quem mandou sugerir?
Atendendo a sugestões – e até cobranças – de leitores, resolvi mudar o estilo deste espaço semanal, para poder tratar de muitos assuntos que não demandariam um editorial, mas que merecem ser registrados e discutidos.
Fatalmente muitas notas terão só a minha visão sobre o assunto. Irei me valer, confessadamente, das informações que os leitores me passam: são pessoas que me abordam em minhas andanças pela cidade ou me enviam mensagens eletrônicas.
Fica desde já garantido o espaço a quem se sentir prejudicado pelas opiniões que aqui serão emitidas, E aos que queiram esclarecer pontos obscuros. As notas serão postadas no meu blog e espero que as pessoas comentem, seja para concordar ou discordar. Se o debate contribuir para melhorar o mundo, o país, o estado, a cidade ou, ao menos, um pedacinho de rua, terá valido a pena.

? Precisa flagrar quem é
Alguém anda revirando as lixeiras colocadas ao longo das grades do Bosque Maia, na avenida Paulo Faccini, provavelmente para recolher latinhas de alumínio. Quem faz isso está deixando o lixo dos fastfoods todo esparramado na calçada, em frente a cada uma das lixeiras. A Guarda Municipal deveria ficar de olho para ver se pega esse – ou esses – malfeitores.

? Uma sugestão
Talvez surtisse efeito colocar lixeiras específicas para latas de alumínio. Assim, os catadores não teriam motivo para escarafunchar as outras lixeiras. Tudo é uma questão de educação: de quem deposita o lixo e de quem retira dali o seu ganha-pão. Não custa tentar.

? Limpeza mais cedo
Enquanto a GCM não dá jeito na coisa, seria importante que a Proguaru fizesse a limpeza mais cedo. Até depois das 8h da manhã, as pessoas que trafegam por ali têm de desviar dos McDetritos esparramados.

? Na expectativa
A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), de empossar os suplentes das coligações e não dos partidos, prejudica os planos do tucano guarulhense Carlos Roberto. O governador Geraldo Alckmin nomeou cinco deputados federais do PSDB para secretarias estaduais, o que abriria espaço para CR, caso prevalecesse o entendimento de alguns julgamentos provisórios do STF (Supremo Tribunal Federal). No entanto, foram mais votados do que o guarulhense dois candidatos do DEM, partido que fez parte da coligação com o PSDB.

? Pouco à vontade
Por falar em Carlos Roberto, na condição de presidente do PSDB local, ele recepcionou o secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, em coletiva na ACE. Parecia estar contrariado. Deputado federal eleito com 184 mil votos, Aparecido teve apoio do vereador Eduardo Kamei. Se os 1.889 votos que obteve em Guarulhos fossem de Carlos Roberto, o tucano guarulhense teria a quarta suplência da coligação e não a sétima; tomaria posse, independente da interpretação do presidente da Câmara ou do TSE.

? Perguntar não ofende
Para Carlos Roberto é positivo assumir uma cadeira provisória na Câmara dos Deputados? Antes de aprender como funciona a máquina e poder mostrar algum serviço, chegarão as eleições municipais, quando deve tentar de novo a Prefeitura de Guarulhos. Pode ser melhor ficar de fora e não ser cobrado por eleitores insatisfeitos.

Estreia amanhã a Coluna do Carleto


2011
02.10

Atendendo a sugestões de leitores e internautas, transformarei, a partir da edição da Weekend desta sexta-feira, o espaço que era ocupado pelo editorial por pequenas notas que constituirão a Coluna do Carleto, com temas variados, geralmente sobre a cidade. Serão observações próprias e outras que colho das pessoas com quem tenho contato pela cidade. Assim, poderei abordar mais assuntos e, quando houver algo que exija um espaço maior, publicarei menos notas e me alongarei mais no tema que merecer esse tratamento diferenciado.

Além de poder ser lida na reprodução eletrônica da revista no site www.revistaweekend.com.br, a Coluna do Carleto será inserida aqui no blog. Espero que os internautas que têm a paciência de me acompanhar gostem da inovação. E espero também que comentem as opiniões emitidas, mesmo que seja para me criticar. Postarei todos os comentários que forem enviados por pessoas que se identifiquem, independentemente do conteúdo ser contra ou a favor o que eu tiver escrito.

Os internautas também poderão enviar sugestões de temas a serem abordados, por intermédio do e-mail valdir@revistaguarulhos.com.br

Participe!

Espero que

Pavimento permeável: solução sustentável para a redução de enchentes


2011
02.10

Reproduzo texto que recebi da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), sobre a importância de dotar as áreas das cidades de solos permeáveis, como forma de combater a ocorrência de enchentes. Considero a tese bastante válida, e, no pouco que eu poderia fazer, na minha residência, providenciei a substituição da calçada de um corredor do quintal por grama e flores. Talvez seja a única casa do condomínio com essa característica. É muito pouco, mas, se cada um fizer sua parte, haverá menor impermeabilização e o solo absorverá um percentual a mais de água, reduzindo as enchentes.

As enchentes constituem-se num problema que se agrava cada vez mais nas metrópoles brasileiras, ocasionando tragédias como a que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro, no início deste ano de 2011. A progressiva impermeabilização das cidades, ocasionando maior volume de água que chega em muito menos tempo aos córregos e rios, é uma das principais causas da ocorrência de enchentes atualmente. O pavimento permeável é uma das melhores opções para minimizar a impermeabilização das cidades, por suas características de permitir a infiltração da água para o solo e por sua versatilidade de uso, pois pode ser utilizado em calçadas, parques, praças, quadras poliesportivas, estacionamentos e ruas de tráfego leve.

O pavimento permeável já é utilizado com sucesso há mais de trinta anos nos Estados Unidos e em países europeus, como Inglaterra e Alemanha, embora de uso relativamente recente no Brasil. A técnica, porém, já tem inclusive orientações técnicas para profissionais da construção, como a recém-lançada, pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), cartilha sobre as “Melhores Práticas – Pavimento Intertravado Permeável”. De acordo com a engenheira Mariana Marchioni, da ABCP, uma comissão da Associação Brasileira de Normas Brasileiras (ABNT) deve começar a trabalhar em breve no desenvolvimento de norma específica para o pavimento intertravado de concreto permeável.

Segundo o arquiteto Carlos Alberto Tauil, consultor técnico da BlocoBrasil – Associação Brasileira de Fabricantes de Blocos de Concreto, “ a criação de normas, cartilhas e orientações técnicas para o projeto e execução do sistema de pavimento intertravado de concreto permeável é fundamental para termos obras de qualidade, adequadamente projetadas e executadas”. Essa preocupação, de acordo com o arquiteto, deve-se ao fato de que muitas prefeituras e mesmo construtoras e incorporadoras muitas vezes não seguem as orientações técnicas, realizando obras com pavimento intertravado de concreto sem projeto ou sem seguir o determinado pelo projeto.

As obras de pavimentação de calçadas, parques, estacionamentos e ruas, entre outras, que utilizam o sistema de pavimento permeável precisam também seguir rigorosamente o especificado pelo projeto, que define por exemplo qual a destinação da água (reservatório granular e deste para um ponto de drenagem ou ser absorvida pelo solo), o dimensionamento da espessura das camadas, estabelecido em função de diversos fatores (volume e tipo de tráfego: pesado, médio ou leve), entre outros fatores. “As premissas para uma obra sustentável de pavimento intertravado permeável são, assim como no pavimento convencional, a existência de um bom projeto e uma execução cuidadosa, que siga o especificado no projeto”, avalia Tauil.

De acordo com os especialistas, seguidas as boas normas técnicas para o projeto e a obra, que deve utilizar sempre o produtos fabricados com empresas que têm o Selo de Qualidade da ABCP, o pavimento permeável é uma das melhores soluções para evitar a impermeabilização das cidades e, portanto, para a prevenção das enchentes. “O pavimento intertravado de concreto permeável é uma opção importante e que deve ser sempre considerada por administradores públicos, projetistas, incorporadores e construtores. A sociedade só tem a ganhar com o seu uso”, afirma Tauil.

Governo espera mais empresas disputando o TAV


2011
02.03

A revista eletrônica brasilferrovia.com.br divulgou que começam a esquentar as negociações para a formação de consórcios para disputar a concorrência pela construção, operação e exploração do Trem de Alta Velocidade, ligando Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo e Guarulhos. Até o início desta semana, parecia que apenas um consórcio coreano estaria interessado no negócio. Leia a íntegra da notícia do setor ferroviário:

A pouco mais de dois meses da entrega das propostas para o trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio, as negociações voltam a esquentar entre as empresas. Embora não seja certeza de que vão participar da disputa, as construtoras estão fazendo todos os estudos para analisar a viabilidade do projeto, de R$ 33 bilhões. Além disso, várias conversas foram iniciadas com possíveis parceiros, nacionais e estrangeiros.

“Todo mundo está procurando todo mundo”, afirmou uma fonte que estuda o empreendimento. Os contatos mais recorrentes têm sido com os fabricantes de equipamentos existentes no mundo, como franceses, espanhóis e canadenses, que vão transferir a tecnologia para o Brasil. Mas também tem havido conversas com empresas que estavam fora do processo do Trem de Alta Velocidade (TAV) até o ano passado.

O grupo de 16 companhias lideradas pela Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), por exemplo, está em contato com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company). A conversa está sendo intermediada pelo embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi. A CCCC é dona de uma empresa que participa de consórcios no Brasil na dragagem dos portos – um deles o de Santos.

Além desses contatos, o presidente da Apeop, Luciano Amadio, conta que tem uma reunião marcada dia 9 no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para falar sobre as condições de financiamento do projeto. Em seguida, o executivo pretende falar com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – ainda sem audiência marcada.

Ele explica que, ao contrário da primeira data para entrega das propostas, hoje já é possível conhecer os principais problemas do trem-bala, como alguns erros no trajeto. Além disso, o grupo já tem alguns orçamentos. “Com esses primeiros dados em mão, vejo que precisa haver algumas alterações no projeto.”

Essa também era a reivindicação das grandes construtoras, que até o ano passado não estavam muito interessadas no TAV. “Hoje a situação mudou. As construtoras estão mais interessadas, comparadas ao segundo semestre do ano passado. Mas ainda não dá para garantir que elas vão participar”, diz uma fonte.

Por enquanto, o único grupo a se manter firme na disputa é o consórcio coreano, que já tem todos os estudos e estratégias prontos. Há até empresas fabricantes de equipamentos (a Hyundai Rotem) procurando áreas no Brasil para instalar uma fábrica de trens de alta velocidade caso o consórcio saia vencedor da disputa no dia 29 de abril – a entrega das propostas será no dia 11 e o leilão, dia 29.

Nos bastidores, porém, a informação que circula é que o governo não estaria muito satisfeito com a participação de apenas um grupo no leilão e já estaria se mobilizando para criar um consórcio para entrar na disputa, a exemplo do que ocorreu com a Hidrelétrica de Belo Monte. Há também rumores de que algumas das maiores construtoras do País estariam em conversas para fazer uma parceria.