Archive for janeiro, 2011

Quando todos se juntam pelo mesmo ideal


2011
01.31

Reproduzo sequência de fotos, produzida por Daniela Dias Fonseca, chefe do Grupo Escoteiro Roama. Refere-se ao plantio de 450 mudas na área da Associação de Rotarianos de Guarulhos, dando início ao Rotary Ecopark. O projeto prevê a formação de um bosque, em plena região central de Guarulhos (rua Soldado Anélio da Luz, vila Tijuco), que poderá funcionar como um auxiliar do bosque Maia, ajudando a melhorar a qualidade do ar e do ambiente em Guarulhos.
Estão de parabéns todos os que participaram.

Clique, assista e comente:

Carta aberta ao ministro da Saúde


2011
01.27

Atendendo a pedido da Associação Brasileira de Psiquiatria, reproduzo carta enviada pela entidade ao novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Os dados mencionados são alarmantes.

CARTA ABERTA AO MINISTRO DA SAÚDE

Caro Sr. Ministro da Saúde Alexandre Padilha,

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) recebeu com satisfação a nomeação de Vossa Excelência para o cargo de Ministro de Estado da Saúde. Não só pelo seu passado médico sanitarista como também pela defesa da Medicina como um todo e com o inicio das recentes mudanças em órgãos fundamentais como a FUNASA e a ANVISA, que contam com nosso integral apoio.

Acreditamos inclusive que esta atitude de mudança deva atingir a Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, a partir da substituição de seu coordenador. Essa medida se concretizada, pode dar início à recuperação do sistema de assistência em saúde mental no Brasil.

Para seu conhecimento, há cerca de 20 anos a estrutura de atendimento em saúde mental vem sendo sistematicamente desmontada no país por grupos de interesses diversos.

Nos últimos dez anos o número de leitos psiquiátricos privados mais que duplicou, e o número de leitos públicos diminuiu de 120 mil para 36 mil; e isso ocorre ao mesmo tempo em que assistimos à escalada do crack, à judicialização da saúde e ao aumento de moradores de rua com transtorno psiquiátrico.

Outro dado assustador é o crescimentos da população carcerária com doença mental, cerca de 12%, sendo em números absolutos próximo de cerca de 60 mil desassistidos no sistema prisional, muitos que são doentes que cometeram pequenos delitos por serem moradores de rua, serem explorados por traficantes etc. Estamos transformando as prisões em novos manicômios.

Fora isso, temos a crescente necessidade de ferramentas terapêuticas para o tratamento dos portadores de Transtornos alimentares, Transtornos Bipolares, Transtornos de Déficit de atenção e Hiperatividade, transtornos de ansiedade, transtornos depressivos, dependentes químicos e outros que não têm alternativa real de tratamento na rede pública.

Existe hoje um quadro grave de desassistência na área de saúde mental no Brasil. Saímos de um modelo Hospitalocêntrico falido e entramos em um modelo Capscêntrico sem eficiência provada. Este cenário, em grande parte, foi construído a partir do afastamento dos psiquiatras do planejamento das políticas públicas, de planejamento e de atendimento. Não temos nada na área de promoção da saúde, prevenção da doença e assistência escalonada 1ª, 2ª, 3ª implantado de forma resolutiva. Defendemos um modelo em rede que seja efetivo, com comprovada eficácia, eficiência e efetividade. Veja as Diretrizes aprovadas em resolução pelo CFM em Julho de 2010.

A Associação Brasileira de Psiquiatria há tempos tem alertado para a condução equivocada da saúde mental no país e sempre foi ignorada pela Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. Confiamos na capacidade e na disposição do Ministério da Saúde em reverter esse quadro alarmante.

Desde já nos colocamos à disposição para auxiliar nessa tarefa tão árdua como necessária, desde a análise conjunta da equipe ideal, a indicação daqueles que atenderiam ao interesse público, sem conflitos de interesse, com a participação do CFM/AMB/FENAM.

A ABP e os Psiquiatras Brasileiros estão à disposição de Vossa Excelência para contribuir neste trabalho conjunto, de forma voluntária.

Desde já,
Com meus sinceros agradecimentos,

Antônio Geraldo da Silva
Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria

Situação constrangedora para ambas as partes


2011
01.24

No domingo da semana passada, presenciei uma situação pra lá de constrangedora no teatro Adamastor Centro.

Estava para ter início o show de Adam Presley e da Elvisback Big Band quando um casal que estava na fila abaixo da minha pediu para acomodar-se em duas cadeiras que estavam vazias ao meu lado. O marido explicou que não estava suportando ficar nos seus próprios lugares porque o espectador da fila imediatamente inferior exalava forte cheiro de corpo, o popular “cecê”.

A princípio, pareceu-me que pudesse haver um certo exagero, mas logo em seguida o forte odor começou a incomodar até quem estava na minha fileira, embora não estivéssemos na mesma direção. Minha esposa, que é mais sensível a cheiros – mesmo perfumes, começou a sentir dor de cabeça e só não foi procurar outro lugar porque o teatro estava lotado.

Houve quem reclamasse em voz alta, mas o dito cujo se fingiu de morto. Aliás, pelo mau cheiro, é possível que estivesse mesmo!!! Depois de algumas músicas, o sujeito levantou-se. Respiramos (comedidamente, lógico!) aliviados, pensando que ele tivesse se tocado do inconveniente que estava causando aos demais espectadores e fosse embora. Mas, doce ilusão, ele teve o cuidado de deixar uma sacola guardando o lugar. “Deve ter ido ao banheiro, dar um trato para amenizar a situação”, cogitamos. Outro engano: logo o rapaz voltou, sentou-se tranquilamente, exalando o mesmo extrato de gambá e continuou assistindo ao show, muito bom por sinal. Vê-se que bobo ele não era. Dali a um tempo, repetiu a atitude: saiu e voltou.

Quase no fim do espetáculo, sabe-se lá por que, pegou a sacola e retirou-se, como se nada tivesse acontecido. Vai ver que estava na hora do seu banho…

É incrível como uma situação dessas cria embaraços a ambos os lados. É evidente que ele ficou sabendo que estava incomodando, mas como a Constituição garante a todos o direito de ir e vir, fez-se de rogado e ali permaneceu. As pessoas em volta comentavam entre si e nada podiam fazer. Alguém poderia arvorar-se o direito de, em nome da maioria, pedir ao cidadão para deixar o local? Invocando qual lei, a do bom senso?

Nem sei por que estou escrevendo sobre isto. Talvez equivalha a um desabafo, só isso. Afinal, não creio que nenhum dos meus leitores cometesse um despautério desses. Portanto, é difícil que esta solitária manifestação chegue aos ouvidos do tal rapaz. E, ainda que chegasse, duvido que seus citados aparelhos auditivos estejam em boas condições de funcionamento. Haja cotonete!

Perdão, amigos internautas (se fosse petista, escreveria amigos e amigas) por ocupar seu tempo com assunto tão indigesto. Fiquei até um pouco tonto, mas não posso ficar mudo. É preciso ecoar, para que surja talvez uma campanha institucional: “O Ministério da Saúde adverte: economize água, mas não exagere. Os outros espectadores devem ter o direito de respirar dentro do teatro”.

Adam Presley conquista a plateia com sua simpatia


2011
01.19

Plateia lotada no Adamastor na noite de domingo, na expectativa de conhecer um entre tantos intérpretes que se apresentam como covers de Elvis Presley.

Abrem-se as cortinas e surge um jovem franzino cuja voz estava quase inaudível, tal o volume dos instrumentos musicais. Bem que ele se esforçava, mas nas duas primeiras músicas não dava para saber se a voz lembraria o lendário personagem que marcou época e ditou moda na música internacional.

Diferentemente de um ou outro cover que se insiste em falar em inglês com o público para assemelhar-se mais ao cantor, Adam Presley falou em português e ele próprio brincou com o fato de ser bem diferente fisicamente da imagem que as pessoas guardam de Elvis memória. Frisou, entretanto, que Elvis usava manequim 40 no início da carreira, enquanto ele usa 42.

Aos poucos, o som foi sendo ajustado e sua voz começou a ser ouvida ao entoar um após outro alguns dos muitos sucessos do astro. Saiu-se bem na maioria das interpretações.

Mas, foi com sua simpatia que ele conquistou rapidamente a plateia. Os echarpes que lhe eram colocados em torno do pescoço nem tinham tempo de enxugar seu suor: as mulheres acorriam seguidamente em busca do suvenir. Não demorou muito a esgotar-se o estoque que havia sido preparado. E não eram poucos os echarpes!!

A simplicidade com que Adam atendia a todos, o carinho demonstrado com portadores de deficiência, a empatia com os componentes da banda, o clima familiar que fez questão de criar em torno do espetáculo, foram as marcas mais do que decisivas de sua apresentação.

O jovem guarulhense, que já se apresenta em outros palcos há cinco anos rememorando os sucessos de Elvis Presley, consagrou-se na primeira vez que mostrou seu trabalho no Adamastor.

Com alguns cuidados a mais na produção, no som e no marketing, Adam Presley fará muito sucesso.
Um detalhe importante para a administração municipal resolver: o teatro Adamastor precisa oferecer melhores condições aos cadeirantes. Há dificuldades para levá-los até perto do palco e não há um lugar adequado para acomodá-los.

Acompanhe dois momentos do show de Adam Presley

Denise Cremonin apresentou “New Life” no Adamastor


2011
01.18

Assisti, no sábado, 15, à pré-estreia do espetáculo musical “New Life”, com a pianista Denise Cremonin, acompanhada por orquestra com 14 músicos, vários dos quais já tocam com ela há algum tempo.

Nascida em São José do Rio Preto, Denise tem 29 anos e toca desde os três anos de idade, seguindo os passos da mãe, Berenice, e do tio Moisés, que é maestro. Há onze anos está radicada em Guarulhos, onde também residem alguns dos integrantes da orquestra. A direção do show foi de Ricardo Guarel e os arranjos do maestro Joel Antônio de Carvalho.

Foram executadas músicas internacionais de conjuntos e intérpretes conhecidos do grande público, como Abba, Beatles. Queen e Elvis Presley.

Em determinado trecho do espetáculo, é feita uma homenagem a alguém que deve ter sido de grande importância para a artista, pois ela se emociona a ponto de ter de retirar-se do palco alguns momentos depois. A música “Dancing Queen”, do Abba, foi executada sem piano. Porém, para o público, não ficou claro de quem se tratava, pois não houve nenhuma narração nesse sentido, nem foi distribuído um programa pelo qual os espectadores soubessem mais a respeito do espetáculo.

No conjunto, foi um belo show, com um padrão que agradou o público. Para algumas das pessoas presentes, mais acostumadas a concertos e espetáculos, o uso de bateria concomitantemente com piano seria dispensável, principalmente a bateria eletrônica, cujo volume sobrepujou o som das cordas em algumas músicas.

Denise segue agora para a Espanha, onde gravará seu DVD. Imagens de lá serão o pano de fundo do show “New Life” quando estrear em São Paulo.

Veja trecho no qual Denise toca “Love of my life”

Impressionado com a qualidade do site do STF


2011
01.17

Dediquei boa parte do meu tempo, nesta segunda-feira, a pesquisar na internet assuntos de natureza tributária.

Fiquei impressionado com o quanto as pessoas perdem boa parte de seu precioso tempo acessando a internet em busca de babaquices, para cuidar da vida alheia, bisbilhotar como vivem as celebridades e assim por diante. Pois há uma infinidade de informações úteis a todos, que quase ninguém procura na internet.

E fiquei maravilhado com o quanto o Judiciário brasileiro evoluiu em termos de prestar informações ao cidadão comum.

Acessei, por exemplo, o site do Supremo Tribunal Federal, o www.stf.jus.br, uma verdadeira maravilha. Pesquisando pelo assunto nos sites de busca, obtém-se números de recursos que foram julgados, súmulas, acórdãos… E de posse desses números, vai-se ao site do STF e pesquisa-se a Jurisprudência. Vem tudo ali, detalhado, voto por voto dos ministros, como se pronunciou o relator da matéria… Há vezes nas quais os demais seguem o voto do relator, em outras votam contrariamente e derrubam sua tese. Muito bom, surpreendente!

E não pense o caro internauta que só estão ali processos recentes. Achei decisões até anteriores ao advento da Constituição de 1988, mas que permanecem embasando nos julgamentos.

A informática realmente precisa estar a serviço da população e não havia mais porque o Judiciário não utilizar-se amplamente de todas as ferramentas de que se dispõe atualmente. Não cheguei a pesquisar outros tribunais, mas creio que, se o STF, que é a mais alta corte do País, atingiu esse grau de informatização, tribunais locais devem também estar em dia com os avanços que a internet proporciona.

Está de parabéns o STF por permitir a qualquer cidadão, leigo como eu em direito, o acesso a informações tão importantes, que nos dizem respeito, mas que nem sempre chegavam até nós.

“Nunca antes neste país” eu havia ficado tão satisfeito com algo que seja administrado por um poder público.

Empresários mobilizam-se pelos desabrigados


2011
01.14

Empresários de Guarulhos, por intermédio das entidades representativas das quais fazem parte, estão promovendo uma campanha para angariar gêneros para as famílias vítimas das chuvas, em Guarulhos e no Rio de Janeiro.
A iniciativa partiu do novo presidente da Asec, Aarão Ruben de Oliveira, e da diretora Loredana Glasser. Eles mobilizaram as demais entidades e obtiveram apoio imediato da ACE e Ciesp, além do Rotary Club e da ACM, que estão funcionando como postos de arrecadação.
A maior necessidade é de água potável, roupas e alimentos. No caso atual, podem ser perecíveis, como pães e biscoitos, pois muitos não têm sequer condições de preparar comida em fogões.
Em Guarulhos, onde moradores de 90 bairros foram prejudicados, as doações serão repassadas ao Fundo Social de Solidariedade, que lançou ontem a campanha SOS Enchentes.
Mais informações na Asec: tel. 2412-6054.