Missa de Sétimo Dia de Hugo Padovani

2010
10.09

A missa de sétimo dia de José Hugo Moure Padovani será celebrada neste domingo, 10 de outubro, às 18 horas, na Paróquia São Pedro Apóstolo Vila Galvão.
Fica na rua Bacabinha, travessa da Nossa Senhora de Lourdes com a avenida Sete de Setembro.
A família pede que quem tiver contato com amigos do ex-funcionário do Banco do Brasil em Guarulhos, por gentileza repasse a informação. Agradecemos.

One Response to “Missa de Sétimo Dia de Hugo Padovani”

  1. Marcia Regina disse:

    A partida de alguém querido é dolorosa. A ausência de quem amamos nos faz sofrer, sentir que algo se partiu dentro de nós. É difícil enxergar o futuro quando o coração dói. O remédio é o tempo. Peço a Deus que fortaleça e traga aceitação ao coração dos familiares.

    Parábola: Partida e chegada

    Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro,
    impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
    O barco, impulsionado pela força dos ventos,
    vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

    Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco
    na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

    Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte certamente exclamará:

    “já se foi”.
    Terá sumido?
    Evaporado?
    Não, certamente.
    Apenas o perdemos de vista.
    O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade
    que tinha quando estava próximo de nós.
    Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
    O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

    Mas ele continua o mesmo.
    E talvez, no exato instante em que alguém diz:
    “já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar:
    “lá vem o veleiro” !!!
    Assim é a morte.

    Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro,
    e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos:
    “já se foi”.
    Terá sumido?
    Evaporado?
    Não, certamente.
    Apenas o perdemos de vista.

    O ser que amamos continua o mesmo,
    suas conquistas persistem dentro do mistério divino.

    Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita.
    E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:
    “já se foi”, no além, outro alguém dirá :
    “já está chegando”.

    Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.

    Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos,
    até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

    A vida é feita de partidas e chegadas.
    De idas e vindas.
    Assim, o que para uns parece ser a partida,
    para outros é a chegada.

    Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais
    que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou.

    Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas

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