Participei no sábado, 11, do Congresso de Pais, promovido pelo Colégio Parthenon, com palestra da pedagoga Telma Pillegi Vinha, doutora em psicologia do comportamento humano, com o tema “Relação Familiar – Amo, logo educo!”.
Na próxima edição da Weekend, no suplemento Educação, publicaremos a essência da palestra e das respostas dadas por Telma às questões levantadas pelos pais.
Considerando o quanto essa problemática está presente na vida das famílias, iniciativas como essas deveriam ser muito mais prestigiadas pelas pessoas, tendo em vista que era um evento aberto, de participação gratuita, e com um nível de informações raramente visto.
Telma Vinha foi precisa ao relacionar exemplos de questões envolvendo valores com situações que vivenciamos todos os dias na educação dos filhos, seja em casa, seja no ambiente escolar. Foi um aprendizado de extremo valor para todos que tiveram a felicidade de estar ali. Por isso, parabenizo toda a equipe do Parthenon por essa realização.
Na mesma esteira, está o I Fórum de Educação da Escola Estadual Profa. Hilda Prates Gallo, do Cocaia, que acontece nos dias 24 e 25 de setembro. A iniciativa da diretora, Regina Figueiredo, é rara e, pela relevância que encerra, merece todo apoio e incentivo de todos que ainda têm esperança de que é possível construir um país melhor.
Embora voltadas para públicos muito diferentes, as duas realizações guardam semelhança pelos propósitos que as motivam: a conscientização das famílias quanto aos papéis que lhes cabem e o fornecimento de meios para que consigam desempenhar bem essas funções.
A educação pública vai mal. Não só por culpa dos governos, nem dos professores, como é comum desavisados atirarem a esmo, sem se dar ao trabalho de refletir a respeito. Governos falham, porque valem-se de soluções imediatistas e acham que investir em equipamentos e propaganda é suficiente. Professores falham quando trabalham no magistério apenas para poder ficar fora de casa poucas horas por dia. Diretores falham quando se atêm unicamente a questões burocráticas e do ensino propriamente dito, sem olhar para a amplitude das causas e consequências.
Desmotivados e movidos por inúmeras influências, alunos cabulam aulas e se reúnem no bosque Maia, no McDonald´s, nas praças, fumam, bebem, etc. Onde e com quem as famílias pensam que estão esses jovens? Elas têm consciência de que cabe a elas cuidar dos filhos em qualquer idade? De quais mecanismos dispõem para guiar os filhos no melhor caminho?
Essas e muitas outras perguntas precisam de respostas. Eis uma oportunidade para encontrá-las.