Embora ainda haja um limbo jurídico no que diz respeito à responsabilidade sobre conteúdos postados na internet, busco embasar meu procedimento às normas que regem as publicações impressas.
Quando um texto não é assinado, a responsabilidade é do editor. No caso do blog, por exemplo, se eu aceito a inserção de um comentário anônimo, passo a assumir o conteúdo como se fosse meu.
Em assim sendo, permito-me rejeitar a postagem de comentários que contenham acusações e denúncias, cujos autores escondem-se no anonimato.
Nada do que faço é anônimo: tenho uma empresa aberta, com endereço, registro nos órgãos públicos; sou jornalista profissional com formação e o devido registro no Ministério do Trabalho. Assumo todas as opiniões que emito e respondo por elas.
Praticar cidadania é exercer direitos e cumprir deveres. Quem se acha no direito de fazer acusações a quem quer que seja, sem se expor, sem assumir os riscos pelas denúncias que faz sem uma prova sequer, não merece e não pode ufruir de espaço para manifestar-se, sob pena de transformamos o blog, que se propõe a ser um canal de debates, em um instrumento de revanchismo e de denuncismo irresponsável.
Quando me deparo com um comentário que resvala para esse campo, envio resposta ao e-mail mencionado pelo autor, invariavelmente a mensagem volta, porque o endereço citado é falso. Se, ao menos, o autor se identificasse perante mim e solicitasse que fosse mantido o anonimato por questões de segurança, eu poderia cogitar de publicar, desde que fornecesse meios para que eu pudesse aferir a veracidade do que afirma.
Assumir denúncias que um anônimo faz seria uma irresponsabilidade, não só com os acusados, mas também com os internautas que me dão a honra de acompanhar este blog. Em respeito à verdade e ao exercício digno da cidadania, portanto, alguns dos comentários enviados recentemente tiveram a divulgação bloqueada por mim.