Na segunda-feira, 9, a Asec (Associação dos Empresários de Cumbica) promoveu uma reunião com representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), para apresentar queixas da comunidade empresarial e da população de Guarulhos de forma geral, em tudo que diz respeito à rodovia Presidente Dutra.
Como a cidade cresceu muito nos últimos anos e é dividida em dois lados pela via Dutra, há uma série de percalços que prejudicam os usuários e, notadamente, as empresas da região. E, embora a administração municipal seja do mesmo partido da esfera federal, Guarulhos não tem conseguido boa relação com a concessionária NovaDutra, que pertence ao consórcio CCR, que domina as principais estradas do Sudeste, além de serviços como a inspeção veicular e o sistema eletrõnico de pedágios Sem Parar.
Tudo que depende da NovaDutra ou de sua aprovação é complicado: acessos e saídas, passarelas, manutenção de vias internas em sua faixa de domínio, entre outras questões.
A ANTT é a agência reguladora do setor, mas não tem dado a devida atenção a Guarulhos, inobstante a importância estratégica da cidade para o País.
Seus representantes na reunião, Deuzedir Martins e Mário Rodrigues, não encontraram clima amistoso na plateia, formada quase na totalidade por empresários, cansados de só cumprir obrigações e não ver seus direitos respeitados.
A NovaDutra deve a Guarulhos a pista expressa no sentido de São Paulo e, há vários anos, valeu-se de um artifício, invertendo o sentido da pista inversa, arranjo tão improvisado que o acostamento fica no lado esquerdo. Com isso, a cidade tem sido flagrantemente prejudicada com fluxo lento no sentido Rio, desde proximidades do trevo do Fioravanti Iervolino até depois de Cumbica.
Na reunião, a ANTT anunciou que, finalmente, a NovaDutra construirá a nova pista, o que depende apenas de aprovação das autoridades ambientais.
A boa notícia não impediu que várias pessoas se manifestassem, cobrando mais atuação da ANTT, que tem se mostrado muito mais uma aliada da concessionária do que exercido seu poder disciplinador.
A NovaDutra tem negligenciado obras em Guarulhos porque não teve êxito em suas tentativas de implantar um pedágio no trecho em que a estrada corta a cidade. Se não bastasse, tem perdido arrecadação para a via Ayrton Senna e muitos veículos fogem do pedágio por vias internas de Bonsucesso e Arujá. Alega que Guarulhos usa a rodovia como avenida, em vez de construir alternativas de tráfego, no que tem boa dose de razão. A falta de construção de um trevo decente em Cumbica é, no entanto, apenas um exemplo dessa negligência.
Ainda que algumas cobranças não tivessem ligação direta com as obrigações da NovaDutra ou da ANTT, a maioria das críticas foi muito pertinente. Fez muito bem a Asec em promover esse encontro. E fizeram bem as pessoas que reclamaram, pois está na hora de concessionária e agência mostrarem a que vieram.
Archive for agosto, 2010
A ANTT passou apertada na Asec, com toda razão
08.13
Aos advogados, pelo seu dia
08.11
Reproduzo texto que recebi da Editora Saraiva e que me pareceu muito oportuno para celebrar o 11 de Agosto com os advogados.
Concordo com o texto quando se refere à importância da categoria para a sociedade, categoria essa que sofre tanto preconceito, devido à ação nefasta de alguns, como acontece em todas as atividades, inclusive na minha.
Um abraço e parabéns a todos os advogados que exercem com dignidade sua profissão, pelo amor à causa da Justiça, acima de quaisquer outros interesses.
Valdir Carleto
Advogados, versão moderna de Aquiles
Em nossa vida, trocamos coisas o tempo todo, com todo mundo. Com nossos amigos, com o chefe, com o motorista do carro ao lado, com o síndico do prédio, com os parentes, com a vendedora da loja de roupas. Trocamos um olá, um telefonema, cartões de visita; trocamos trabalho por dinheiro, dinheiro por compras, por serviços, por impostos e contas em dia. Podemos, ainda, trocar gentilezas, experiências, endereços eletrônicos. E atire a primeira pedra quem nunca trocou meia dúzia de palavras duras com quem o tenha tirado do sério.
Não raramente saímos das nossas relações pessoais, profissionais ou sociais com a sensação de que entregamos a mais ou recebemos de menos. Outras vezes, com a percepção de que nos deram ou nos imputaram algo desproporcional ao que merecíamos. E, por que não, na igualmente desconfortável situação de estar em débito com alguém.
Quando em desequilíbrio, essa – por assim dizer – economia de trocas que marca o nosso dia a dia remete ao incômodo sentimento de injustiça. É injusto sofrer um prejuízo e não ser reparado. É injusto ser cobrado a mais. É injusto ser afastado de um bem importante ou correr o risco de perdê-lo. É injusto suportar uma ofensa gratuita, uma imputação não verdadeira, a conta de um problema que não criamos, a perda de um valor que cultivamos, a marca de uma violência que nos vitima.
É precisamente nessa hora, no momento em que o gosto amargo da injustiça nos põe em revolta, que a imagem desse profissional nos vem à mente. A advogada e o advogado são, sim, a versão moderna de Aquiles, soldado dotado de bravura e força que vai destemidamente à guerra, sedento por justiça. Sobre eles, nos momentos mais desesperadores, depositamos a esperança de superar uma perda, de recompor um dano, de apaziguar uma desavença, de voltar a dormir, de voltar a sorrir. São eles, por vezes tão duramente criticados, que nos dão voz em face do Estado, do nosso agressor, de quem nos deve ou nos toma algo sem legitimidade.
A advocacia desempenha, nesse cenário de trocas intensas e complexas em que vivemos, o papel de perseguir continuamente o restabelecimento do equilíbrio entre as pessoas, criando saídas, fazendo ajustes, negociando soluções, enfrentando até o mais poderoso dos adversários, reparando a dor, promovendo a justiça, propondo a paz.
Olhando a questão por esse ângulo, torna-se difícil não nos afeiçoarmos a essas figuras bem articuladas, proativas, elegantes e cheias de personalidade que são as nossas advogadas e os nossos advogados. Impossível não pensar neles num momento de sofrimento, de desamparo, de busca de remédio humano para certos males do mundo. Só quem sofre uma injustiça sabe o valor de ser acolhido por um defensor atento, correto, eloquente e obstinado na busca de um resultado que reconforte.
É em agradecimento à importância do seu trabalho que, nesta data, propomos mais uma troca. Hoje, nós é que saímos em sua defesa, que lhes estendemos a mão e os apoiamos em sua missão de pacificar. A elas e a eles oferecemos um abraço agradecido e o nosso reconhecimento pela incansável proteção e ajuda na superação dos obstáculos que, nem sempre de maneira justa, nos são impostos.
Afinal, em nossa vida, trocamos coisas todo o tempo, com todo mundo.
Luiz Roberto Curia – Responsável pelo setor de publicações jurídicas da Editora Saraiva
Vocação deste blog é ser fórum de debates
08.07
Respeito muito as opiniões do internauta Uberlan Pereira, que sempre acompanha meu trabalho e tem uma visão bastante crítica de tudo.
Discordo dele, porém, quando diz que este blog é um espaço particular e que bastaria eu postar as opiniões que coincidam com o meu posicionamento.
Quanto resolvi criar este blog, o fiz com o propósito de transformá-lo em um fórum de debates, apresentando temas polêmicos e expondo opiniões conflitantes obre o mesmo assunto.
Não tenho sido tão feliz quanto imaginava que pudesse ser quanto a isto, porque, embora saiba de muita gente que acessa o blog, são muito poucos os que dispõem a postar comentários e expor suas opiniões.
Para ser sincero, gosto quando alguém se contrapõe ao que eu digo e eu ficaria muito feliz que sempre houvesse internautas posicionando-se com ideias que confrontem o que outros defenderam.
Nada impede que eu coloque a minha opinião, mas quero mesmo é que o internauta analise as posições que vários defenderam e chegue à sua própria conclusão.
Por mais que as outras opiniões que cheguem sejam opostas às minhas, faço questão de postá-las, ainda que, se eu entender que a manifestação me fere ou ofende de alguma forma, eu me veja na obrigação de colocar os pingos nos “is”.
Até agora, só não foram postados no blog comentários que resvalaram para a baixaria ou que deixaram transparecer interesses escusos ou direcionamentos. Foram vetados principalmente em respeito aos internautas.
No twitter, ferramenta tecnológica que comecei a usar há poucos dias, preferi rejeitar e apontar como spam um candidato que queria pegar carona para divulgar seu número. Quem age assim já mostra que tipo de político é e como agiria se tivesse alguma chance de ser eleito.
Agradeço ao Uberlan por continuar acompanhando o que faço, mas o blog seguirá sendo um espaço para a manifestação de ideias e opiniões as mais diversas.
Um texto de Shakespeare para refletir no fim de semana
08.06
Com narração de Juca de Oliveira, conteúdo para ouvir, ouvir de novo, refletir e guardar na cabeça e no coração.
Entidade defende medida aprovada pelo Senado
08.05
Por uma questão de equilíbrio no espaço destinado à manifestação de pessoas e instituições e por ter postado artigo que criticava decisão do Senado de proibir demissão de funcionários em decorrência de alcoolismo, publico abaixo parecer da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), no qual a entidade se posiciona a favor da medida:
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta semana um projeto de lei que proíbe as empresas de demitir por justa causa funcionários que sofram de alcoolismo. Segundo os autores do projeto, a dependência em álcool é uma doença e é necessária a alteração da CLT que prevê a demissão por “embriaguez habitual”.
A Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) é a favor da medida e ressalta que o alcoolismo como doença segue sendo apoiado por evidências científicas. As empresas devem investir em prevenção e tratamento, contribuindo para os esforços da sociedade em combater a problemática. A demissão não liquida a questão, já que a empresa irá buscar outro funcionário com igual risco populacional de dependência em álcool. O ideal é investir em estruturas e políticas públicas e privadas. O funcionário dependente deve ficar em avaliação de desempenho e ter a oportunidade de corresponder aos objetivos da empresa.
E tem gente que trabalha para viver!
08.05
Muito bom o artigo de Rafael Limberger, no site Capital Gaúcha. Atualíssimo e verdadeiro. Reproduzo-o, porque os amigos internautas que seguem este blog merecem conhecê-lo.
Cada vez mais está claro que, no Brasil, os vivos vivem dos trouxas e os trouxas do seu trabalho. Vamos parar com essa parlapatice de “contribuintes”. Uma pinóia. Todos aqui pagam tributos porque são obrigados. Certeza absoluta de que ninguém contribuiria com um vintém, pra sustentar essa corja, se tivesse opção.
Temos mais dois exemplos de como os trouxas sustentam quem nada faz. No primeiro caso, dentro das empresas privadas, de qualquer porte. A Comissão de Assuntos Sociais-CAS do Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que impede a demissão por justa causa de trabalhadores dependentes do álcool. Ou seja: você, pequeno empresário, que precisa da produtividade de cada um de seus colaboradores para a subsistência da organização, não apenas não poderá contar com essa força de trabalho, como ainda o terá de sustentar, sem poder colocar outra pessoa em seu lugar, já que não há sobras que paguem um ativo e um inativo. Não é lindo isso? A empresa podendo contratar um trabalhador produtivo e não podendo, porque em seu lugar precisa sustentar um bêbado. Segundo a “Agência Senado”, a proposta também prevê que o trabalhador diagnosticado como alcoólatra só será demitido caso se recuse a passar por tratamento. Assim sendo, o empresário, a empresa e os demais colaboradores que trabalhem para suprir aquele que nada faz.
Isso é o que faz o Senado da República, mas seria injusto dizer que só faz isso. Também faz outras coisas como gastar mais de R$ 330 mil, entre junho e agosto, em combustível para abastecer os carros dos senadores e de assessores em visitas a cidades dos Estados de origem, fora de Brasília. Importante ressaltar que neste período, suas excelências estão em férias e quase não fazem nada em seu local de trabalho. Mas visitam bases, hão de alegar. Ah e como visitam. Não esquecendo que essas despesas aparecem através de notas de postos de abastecimento, que podem ser trazidas por qualquer um a qualquer momento e nada têm a ver com as despesas do ilustre parlamentar quando está em Brasilia, quando se utiliza de um carro oficial, com motorista e tanque cheio.
Veja de quem é a culpa do que acontece no Brasil
08.04
Reproduzo conteúdo de mensagem que recebi. É triste reconhecer, mas tem muito de verdade. Leia, reflita e opine.
Brasileiro reclama de quê?
Grande parte dos brasileiros é assim:
1. – Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. – Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. – Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. – Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. – Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. – Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. – Viola a lei do silêncio.
9. – Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. – Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. – Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. – Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. – Faz “gato” de luz, de água e de TV a cabo.
14. – Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, para pagar menos impostos.
15. – Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. – Muda a cor da pele nos documentos para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. – Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
18. – Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. – Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. – Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. – Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas. E se acha muito esperto por isso.
22. – Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. – Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. – Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. – Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. – Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. como se isso não fosse roubo.
27. – Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe da empresa onde trabalha.
28. – Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. – Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. – Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos…
Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas…
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não? Brasileiro, afinal, reclama de quê?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos dar o bom exemplo! Espalhe essa ideia!
“Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos…”
Esse é um dos e-mails mais verdadeiros! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
Idosos são vítimas de estelionatários
08.04
Vou relatar três episódios que envolveram pessoas conhecidas minhas, sem citar os nomes, nem os locais onde ocorreram, para difundir as informações e permitir que outros possam se precaver quanto a esse tipo de dano que idosos vêm sofrendo, pela ação de marginais que se fazem passar por gente de bem.
Caso 1: A senhora de mais de 80 anos está varrendo o quintal quando um sujeito se apresenta perguntando pelo filho dela. Embora ela tenha vários filhos, cita o nome daquele que mora com ela, por achar que é mais possível que seja esse filho que o rapaz esteja procurando.
O meliante rapidamente responde que é esse mesmo e informa que está devendo um valor para o filho da mulher e que veio saldar a dívida.
Ela desconhece que alguém deva a seu filho, mas encantada com o “gesto de honestidade” do cidadão, não considera que possa ser um golpe. O marginal oferece um cheque de R$ 500,00 e diz que precisa do troco, pois a dívida seria de apenas R$ 300. Eles sabem que os idosos são prevenidos e costumam ter algum dinheiro em casa. Lá vai a pobre mãe buscar suas economias e entrega ao bandido. Não é preciso dizer que o cheque não tem fundos ou que foi roubado de alguém. E que não existia a tal dívida.
Caso 2 – Muito semelhante ao anterior, com a diferença de que, em vez de pagar com cheque, o marginal oferece duas notas de R$ 100, pagar uma dívida de R$ 120. O pai do “filho credor” não hesita em devolver R$ 80, em notas legítimas, em troca das notas falsas de cem. Não satisfeito, o bandido ainda pede para o aposentado trocar R$ 300 em notas de R$ 100 por notas de R$ 50. Sem desconfiar que se tratasse de notas falsas, o pobre pai cai no conto. Até que o filho chega e conta que não havia dívida alguma, analisa as notas e vê que são falsas. Prejuízo de R$ 380,00.
Caso 3 – Um aposentado está no supermercado, quando é cumprimentado por dois senhores bem vestidos. Um deles pergunta sobre a filha do aposentado, dizendo que ela e sua filha são amigas. O idoso tem apenas uma filha, que mora longe, mas, como não conhece o marginal, cita o nome dela, perguntando se é a ela que ele se refere. Lógico que o homem diz que sim.
Em seguida, o marginal faz perguntas sobre a saúde do aposentado. É natural que idosos tenham alguma enfermidade e o pobre coitado se deixar levar pela conversa e vai relatando os exames que tem feito.
Mais do que depressa, os dois bandidos relatam que pessoas que eles visitam têm obtido ótimos resultados com orações que eles fazem. E prontamente se dispõem a acompanhar o aposentado até a casa, relativamente perto dali.
Sem desconfiar tratar-se de um golpe, o ancião leva os bandidos até sua moradia, aceita participar da oração e, não sabe devido a quê, retira todo o dinheiro que guardava em um esconderijo, R$ 2.500, e entrega aos marginais travestidos de religiosos. Quando se dá conta, percebe que os homens levaram também seu cartão da conta onde são creditados os benefícios do INSS.
No dia seguinte, vai ao banco e descobre que sacaram R$ 1.000. Detalhe: na carteirinha onde o cartão era guardado, havia uma papeleta com a senha anotada, um erro craso que muita gente comete. Prejuízo total: R$ 3.500.
É importante que quem tem pais idosos relatem a eles esses casos que têm ocorrido, para que não se deixem levar por esse tipo de conversa, que, invariavelmente, visa a roubar o suado dinheirinho das aposentadorias desses coitados.
Se não bastasse tudo que é surrupiado da Previdência, sempre dilapidando o direito dos que trabalharam por toda a vida, ainda há esses safados iludindo a boa fé de pais e mães, usando o expediente de referir-se aos filhos, pois sabem que é um jeito eficiente de mexer com o coração dos idosos.
Todo alerta é pouco, mas não custa difundir essas informações.
Vigor impressionante. Confira!
08.04
Recebi mensagem contendo o vídeo cujo link forneço abaixo. É impressionante o vigor da dançarina, a qual, segundo a referência da mensagem, teria 92 anos; o parceiro, 29. Não sei mais detalhes, quem são as pessoas, onde isso aconteceu. Mas recomendo ver até o fim. Vale o exemplo para os que se sentem velhos para algumas tarefas.
Serviço de urgência psiquiátrica é reinaugurado
08.02
Estive hoje à tarde na solenidade de reinauguração do Serviço de Urgência Psiquiátrica, anexo ao HMU, no Bom Clima. Reproduzo abaixo o release enviado pela Assessoria de Imprensa.
Costuma-se fazer piada sobre problemas mentais que acometem pessoas, mas ninguém é tão são mentalmente que possa se julgar menos louco do que os pacientes da psiquiatria. É muito ltênue a linha que separa as neuroses que diariamente atacam os seres humanos pretensamente normais das enfermidades que levam pessoas a procurar tratamento. Antes de apontar o dedo indicador para alguém, é bom tomar consciência de que há três dedos apontando para quem indica.
Humanizar o tratamento dos pacientes psiquiátricos e dar melhores condições de trabalho a quem a eles se dedica é o mínimo que o administrador público tem de fazer. A gestão de Carlos Derman merece cumprimentos pela iniciativa. Aliás, ele e Almeida fizeram pronunciamentos muito serenos, transparentes e verdadeiros na cerimônia.
“Em funcionamento desde 2002, o serviço de urgência psiquiátrica do Hospital Municipal de Urgências (HMU) passou por uma ampla reforma e ganhou modernas alas. Construídas de acordo com as normas de vigilância e com o projeto de humanização do Sistema Único de Saúde (SUS), as novas instalações foram inauguradas nesta segunda-feira (2), pelo prefeito Sebastião Almeida e pelo secretário de Saúde, Carlos Derman.
Com entrada independente do pronto-socorro, pela rua Anselmo Fornasaro, a unidade de psiquiatria conta com sala de emergência, consultório médico, sala de estabilização para os casos graves, sala de atendimento aos familiares e duas enfermarias, masculina e feminina, com seis leitos cada, para os pacientes que necessitam de internação. Além do setor de apoio técnico, com salas de expurgo, de limpeza, rouparia, copa e sanitários, as novas alas de psiquiatria também contam com área de lazer para os internos.
Durante a solenidade de entrega do serviço, a secretária-adjunta de Saúde, Teresa Pinho de Almeida Tashiro, ressaltou que o projeto arquitetônico foi elaborado de acordo com as normas de humanização e discutido com profissionais que atuam na atenção básica, na média complexidade e na rede hospitalar. Já Carlos Derman, lembrou que a urgência psiquiátrica do HMU deve ser o início da assistência às pessoas com transtornos mentais, cujo tratamento precisa ter continuidade nos Centros de Atenção Psicossociais (Caps).
“Os papéis de um pronto-socorro psiquiátrico não são apenas o de proteger a sociedade e a família, e o de combater o sofrimento psíquico, mas sim o de promover a vida, de integrar a pessoa na sociedade. Por isso, pretendemos inaugurar ainda este ano um Caps aqui no bairro, que será referência não só para a região, mas, principalmente, para os pacientes que dão entrada no serviço de urgência e precisam dar continuidade ao tratamento”, destacou Derman.
O prefeito, por sua vez, enfatizou o projeto de humanização e o padrão de qualidade do serviço. Em seu pronunciamento, Almeida sugeriu uma reflexão que, para ele, vai além do atendimento psiquiátrico: “precisamos restabelecer valores que a sociedade ao longo do tempo foi perdendo, porque as maiores loucuras que acontecem na sociedade são cometidas por aqueles que se consideram normais”, disse.”