Archive for julho, 2010

Famílias em crise. Vamos pôr o dedo na ferida? Quer ter um filho bom? Gaste tempo com ele


2010
07.14

Recebi artigo de autoria do padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Canção Nova, que trata da presença e da atenção dos pais na educação de filhos adolescentes. Peço licença para transcrevê-lo:

“Que a sociedade está em crise, ninguém duvida. Difícil mesmo é descobrirmos o caminho de saída da crise. Parece que estamos mais preparados para lidar com as guerras do que com as crises. Guerra é quando não queremos ouvir o inimigo. A saída é negociar, sentar para ouvir. Mas e a crise? Crise é quando não queremos falar ao amigo. O amigo bate à minha porta e esbarra num silêncio ensurdecedor. A sociedade procura os seus dirigentes e recebe em troca o silêncio dos discursos vazios.

É triste perceber que as famílias também estão em crise. É sinal de que alguém precisa dizer algo, romper o silêncio, combater a crise. É a figura do pai que, na maioria das vezes, deve chamar para si essa responsabilidade. O problema é que poucos homens estão dispostos a assumir esse papel.

Se existe guerra entre pai e filho, a mãe está sempre disposta a intermediar a relação. Ela tem grande disponibilidade afetiva e está quase sempre com os braços abertos, pronta para um gesto de compreensão e acolhimento.

Mas quando se trata de crise são o silêncio e a ausência de um pai que geram o problema. Mesmo nos lares em que não há um pai biológico alguém precisa assumir o papel paterno, preferentemente alguém do sexo masculino. Faz parte do desígnio de Deus que alguém assuma a realidade de pai.

O papel de pai é exigente porque a sua orientação, por mais afetuosa e pedagógica que seja, significa sempre um limite. Muitos se perguntam como impor limites que estimulem o respeito e o amor em família. Mas não basta começar a ditar regras. É importante compreender esse limite, que exige da figura paterna uma virtude fundamental: a magnanimidade. Sim, o pai tem de ter uma ‘alma grande’.

Um grande amigo meu e excelente educador uma vez me disse: ‘Não dê mais de uma ordem por mês nem explique muito’. O pai não deve se preocupar com pequenos defeitos, mas com os grandes. Você não deve encher a vida do seu filho de regrinhas, que desgastam sua autoridade e transformam a relação em mera cobrança.

Lembre-se: resolver uma crise é, antes de tudo, falar a um amigo. Mas como ter uma amizade com seu filho se não houver convívio? Quer um filho bom? Gaste tempo com ele. Quem não tem tempo para os filhos é porque tem priorizado outros assuntos em detrimento da família. A tendência dos filhos é seguir o mesmo caminho. Se o pai não se fizer presente e não impuser regras, a sociedade se incumbirá dessa tarefa – muitas vezes da pior forma possível.

Os pais modernos se vangloriam de serem cúmplices de seus filhos. Mas tal cumplicidade nem sempre é verdadeiro amor. A esse respeito o papa Bento XVI nos dá um testemunho luminoso: “Recordo sempre com grande afeto a profunda bondade de meu pai e de minha mãe. É claro que para mim bondade significa também a capacidade de dizer ‘não’, porque uma bondade que deixa tudo correr às soltas não quer fazer o bem ao outro”.

Contaminação por HIV em transfusões de sangue afasta doadores, o que não faz sentido


2010
07.13

No Brasil, o risco de infecção por HIV, durante transfusão de sangue, é dez vezes maior do que em países desenvolvidos, de acordo com estudo da Fundação Pró-Sangue de São Paulo.

Segundo a Agência Estado, por ano, entre 50 e 100 pessoas podem ser contaminadas ao receber sangue doado. O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, admite que a estimativa está certa.

Genovez atribui o problema à associação de dois fatores: falta de um exame mais potente para diagnosticar precocemente a presença do vírus e o fato de o brasileiro ainda recorrer à doação para saber se é ou não portador do HIV. “Enquanto esses problemas não forem resolvidos, os índices dificilmente vão baixar”, emenda a pesquisadora Ester Sabino, médica da Fundação Pró-Sangue e investigadora do Reds, um estudo em curso no País sobre a prevalência de doenças relacionadas à doação. A pesquisa é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Um sério problema é que a atual tecnologia brasileira só detecta a presença do HIV após 12 dias. Esse período é chamado de janela imunológica, que, no caso de hepatite, chega a 70 dias. A Fundação Biomanguinhos está desenvolvendo um novo método, que deve começar a ser usado em 2010, reduzindo o período de resultado dos testes de Aids de 12 para oito dias, e da hepatite, de 70 para 14 dias. Independente dessa boa notícia, é preciso deixar claro que os casos relatados são de quem recebe sangue em transfusão. O doador não corre nenhum risco, pois os materiais utilizados são totalmente descartáveis. E os hospitais precisam manter abastecidos os bancos de sangue.

Doar sangue é doar vida. Então, é preciso reforçar um conceito de cidadania: é absolutamente errado fazer doação como forma de obter um teste de sangue gratuito.Quem doa deve fazê-lo para ajudar outras pessoas, não para se beneficiar do seu ato.

Afinal, ninguém sabe se e quando poderá precisar receber sangue.

As atitudes de cada um por uma cidade melhor


2010
07.12

Não é possível imaginar que alguém more, trabalhe ou estude em uma cidade e não deseje que ela esteja melhor a cada dia.

Nós, cidadãos, temos o direito de cobrar atitudes das autoridades, porque, em última análise, cada ocupante do poder público, eleito, nomeado ou admitido por concurso, é um empregado do contribuinte, à medida em que, ao pagarmos direta ou indiretamente nossos impostos, remuneramos o exercício de suas funções.

Porém, não é porque pagamos impostos que temos o direito de tratar a cidade como se ela fosse uma imensa lata de lixo. Na edição da semana passada, peguei no pé da administração municipal, cobrando algumas providências em relação ao Bosque Maia e ao Parque Bom Clima J. B. Maciel. Agora, o foco é o comportamento de pessoas que frequentam esses e outros locais públicos e, ao sair, deixam um rastro de sujeira e, o que é pior, até de destruição.

Em boa parte da extensão do Bosque Maia, na avenida Paulo Faccini, há vagas para estacionamento de automóveis a 45 graus. Alguns motoristas param de qualquer jeito, ocupando espaço maior do que lhes caberia, sem se importar com os outros.

Atitude mais nociva, porém, é a dos que estacionam ali à noite, após passar no drive-thru de lanchonetes fast-food da região. Em todas as manhãs, quem chega ao Bosque para fazer exercícios ou caminhar se depara com a mesma cena desagradável: embalagens, garrafas, restos de comida, guardanapos, maços vazios e bitucas de cigarro, tudo jogado no chão e na calçada.

Podem alegar em sua defesa que há poucas lixeiras ao longo da grade. Até é verdade. Mas nada justifica esse comportamento tão mal-educado. Não custa manter no carro uma sacolinha para acomodar esses dejetos até chegar em casa ou encontrar um local adequado para sua deposição.

É hábito atribuir o mau comportamento à baixa escolaridade da população, ao povo da periferia, o que é discriminatório e chega a ser injusto. Esses atos condenáveis são cometidos também por quem anda em carros sofisticados, o que demonstra que a má educação existe em todas as classes sociais.

Se cada um de nós cumprir rigorosamente nosso dever, teremos muito mais direito de cobrar das autoridades. Enquanto parte da população continuar agindo desse jeito, governantes usarão isso como desculpa para as cidades não serem como gostaríamos que fossem.

Curiosidade numérica nos resultados da Copa do Mundo


2010
07.05

Repasso aos caros internautas que me acompanham mensagem interessante que recebi sobre uma curiosidade matemática que envolve os resultados da Copa do Mundo: 
 
O Brasil ganhou a copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista do título havia sido em 1970. Se você somar 1970 + 1994 = 3964
 
A Argentina ganhou sua última copa do mundo em 1986, antes disso, só em 1978. Somando 1978 + 1986 = 3964
 
Já a Alemanha ganhou a sua última copa em 1990. Antes disso foi em 1974. Somando 1990 + 1974 = 3964
 
Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da copa do mundo de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da copa de 1962!
 
Conferindo: 3964 -2002 = 1962
 
E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil!
 
Realmente, a numerologia parece funcionar…

E quem venceria a copa do mundo de 2010 na África do Sul?
 
Resposta: 3964 – 2010 = 1954 
 
E quem ganhou em 1954?…. Alemanha!!!!

Será que a Alemanha será a campeã desta Copa?????

Guarde isto para você conferir no final da Copa!

Um gosto de cabo de guarda-chuva na boca


2010
07.02

Como ninguém deve ter experimentado qual o gosto de um cabo de guarda-chuva, essa é uma frase sem tradução.

Mas, ninguém deve mesmo conseguir traduzir o que todos nós estamos sentindo neste momento, com esse dois a um a que acabamos de assistir.

Nenhum brasileiro morria de amores pelo Dunga, ninguém gostou da seleção que ele escalou e em todo lugar se ouvia dizer que qualquer time de várzea faria melhor do que os escolhidos por ele.

Mas, enfim, como o que não tem remédio remediado está, lá fomos nós, torcida brasileira, vestir verde e amarelo e torcer pela nossa Seleção, assim com letra maiúscula, como haveria de ser.

O Brasil parou para ver o Brasil na Copa. Os olhos voltados para a tevê, para a África do Sul, mudaram a rotina de bancos, repartições públicas, hospitais, redações de jornais e revistas, comércios, indústrias. As ruas ficavam vazias durante os jogos, o silêncio só era rompido pelos “uis” e “ais” coletivos nas horas de aperto e êxtase e pelo estampido dos rojões e gritos nos momentos de gols do Brasil.

Deixamos tudo de lado e resolvemos apostar tudo na nossa Seleção, acreditar que era possível trazer o caneco de novo. Os primeiros jogos, arrastados, sofridos, deixaram-nos com a pulga atrás da orelha, mas, vamos lá, Brasil! Passamos de fase, enfrentamos o Chile, vencemos bem. Dissemos “Que venha a Holanda!”

De repente, tomamos uma torta holandesa no meio da cara. Em vez de nos deliciar com o sabor do creme e das nozes, ficamos com esse gosto de cabo de guarda-chuva na boca. E voltamos pra casa, de farol baixo, como se tivessem tirado o pirulito da boca da criança.

Não dá para traduzir esse sentimento, mas recolhemo-nos à insignificância de quem acreditou no sonho de construir um castelo sobre a areia.

A Copa continua, mas para nós, brasileiros, pouca diferença faz se quem ganhar será uma ou outra seleção. Podemos até torcer por alguma delas, por uma questão de descendência familiar ou preferência pessoal, mas sem aquele vigor, aquela chama acesa que nos dava ânimo para explodir de alegria a cada gol.

“Brasil, mostra tua cara! Quero ver quem paga pra gente ficar assim!”

Perdemos a Copa, mas a vida continua. Temos de retomar nossa vida, nosso caminho, nosso trabalho, porque há muito a fazer pelo nosso Brasil.

Nós, brasileiros, todos nós juntos, somos os craques a quem cabe construir o país com que sonhamos. Não Dunga, não tem Robinho, nem Kaká, nem ninguém. Essa é nossa tarefa!

Estudando, aprendendo, fabricando, inventando, cantando, compondo, interpretando, vendendo, limpando, cuidando, fazendo o melhor que soubermos ou pudermos fazer. Cabe a nós levar este país ao seu grande destino, que não é o de ser hexa, hepta ou o que título for, mas o de ser uma Pátria digna de todos que a habitam.

Nós todos formamos a Seleção a quem cabe transformar o Brasil em uma Nação de verdade.

Trânsito ainda confuso na Monteiro Lobato


2010
07.01

No quinto dia após as mudanças efetuadas no trânsito da avenida Monteiro Lobato, em suas travessas e em outras artérias próximas, tudo ainda é muito confuso para boa parte dos motoristas.

Cidade que cresceu sem planejamento, Guarulhos padece da carência de vias de tráfego rápido, bem como de alternativas para implantar modificações sem tumultuar a vida dos motoristas e dos usuários do transporte coletivo.

Era imprescindível recolocar a mão dupla de direção na Monteiro Lobato, pois os quarteirões das imediações são imensos, muitas ruas sem saída, o que provocava transtornos a grande parte das pessoas, principalmente aos que residem na região. Imagine a volta que alguém que mora na rua Bom Jesus tinha de dar para ir ao Carrefour da Paulo Faccini e voltar para casa!

Agora, há linhas de ônibus que seguem pela Monteiro Lobato, outras que trafegam pela Tancredo Neves e Antonio de Souza.

Seria algo normal, se houvesse ligações entre um trajeto e outro. Mas, desde a rua Lidio Santana até a José Campanella, não há travessas. Usuários de ônibus estão reclamando, com razão. Será que não existe mesmo uma forma de manter todas as linhas na Monteiro Lobato, intercalando apenas os pontos de parada?

Quanto à inversão de mãos de direção nas travessas, parece que está funcionando bem. Como previra, ficou difícil converter à esquerda da Monteiro Lobato para a rua Poeta Castro Alves, porque os ônibus que trafegam no sentido do bairro fazem fila contínua e os carros em posição contrária não conseguem transpô-la sem provocar lentidão para os demais veículos.

O fluxo de veículos na rua Diogo Farias melhorou com a inversão de mão da rua dos Cubas e o fechamento da praça Antonio Petito.

A Prefeitura precisa monitorar como está funcionando a conversão à esquerda da Paulo Faccini, sentido Dutra, para a rua Tabajara. Como não há semáforo e sempre há os apressadinhos, o risco de acidentes no local é iminente.

Comentários de internautas, referentes a outro artigo, aqui reproduzidos por tratarem do mesmo tema:

Comentários sobre “Novas mudanças no trânsito de Guarulhos”

  1. Por favor, verifiquem que com essas mudanças as pessoas são muito prejudicadas em Guarulhos, principalmente na avenida Monteiro Lobato, onde uma pessoa para ir trabalhar e pegar um ônibus intermunicipal, que antes pegava para ir sentido bairro um ônibus em frente à avenida Papa Pio XII, hoje tem que andar até o Poupatempo. E para as pessoas que querem ir sentido centro, antes pegavam o ônibus em frente ao Teatro Adamastor e hoje têm que andar até o Center Lider. Um absurdo! Por favor, nos ajudem, verifiquem e façam com que a Imprensa ajude a população e que sejam punidas as pessoas que projetaram essas mudanças.

  2. Marcia Luppi disse:

    Concordo plenamente com Michel. Quem depende de ônibus tem que andar no mínimo quatro quadras até um ponto (tanto na ida quanto na volta), enquanto o caminho fica facilitado para aqueles que estão de carro. Ou seja, um incentivo para se por ainda mais carros nas ruas… Isso é solução que se apresente?!

    Note que quem volta de São Paulo à noite tem que andar isso tudo no escuro, áreas geralmente desertas, e ainda atravessar o acampamento de mendigos que se instalou próximo à ponte.

    E de nada adiantou, porque o trânsito está insuportável, muito pior do que antes da obra. Aparentemente teria sido melhor retornar ao que era antes disso tudo começar, e pronto!