Archive for julho, 2010

Revista Weekend chega à edição número 40


2010
07.30

Estamos felizes e queremos repartir essa alegria com cada um dos nossos leitores e internautas. A Revista Weekend circula nesta sexta-feira, 30, com a edição de número 40.

Parece que foi ontem que produzimos o número 1, dia 9 de outubro de 2009.

E, ao mesmo tempo, a revista se consolidou tão rapidamente na cidade, que parece que já existe há muitos anos.

Praticamente todos os dias recebemos cumprimentos de pessoas muito satisfeitas com o produto que estamos editando.

Sabemos que sempre há o que melhorar, mas não somos falsos modestos para negar que também estamos orgulhosos da revista que colocamos nas ruas de Guarulhos a cada semana.

Entendemos que, além de ser uma revista feita com muito carinho e zelo por nossa equipe, é um produto diferente de tudo o que existia em Guarulhos.

É a única revista semanal, única em seu formato, concentra informações para toda a família e é, ainda, a única publicação da cidade que reúne toda a programação do fim de semana e dos dias seguintes, no que diz respeito a cultura, lazer, entretenimento, cinema, televisão, com uma pitada de gastronomia.

Os jornais diários cumprem bem a tarefa de informar o público nesse sentido, mas a programação sai diluída em cada dia. Com a Weekend nas mãos, o casal pode ver tudo o que há para fazer e escolher onde ir.

Os filmes na TV e os destaques da semana também são um atrativo exclusivo da Weekend.

Por tudo isso, somado à diagramação leve, colorida e agradável, fez da Weekend um sucesso imediato.

Em consequência, os anunciantes estão colhendo ótimos resultados e sugerindo a amigos e parceiros que também passem a veicular publicidade na Weekend.

É um processo completo de ganha-ganha: o leitor fica bem informado, toma conhecimento de estabelecimentos, produtos e serviços de qualidade, prestigia os anunciantes, eles vendem mais, geram mais empregos e receitas para a cidade. Os eventos recebem mais público, mais atrações interessantes chegam a Guarulhos, os espectadores passam a ter cada vez mais opções. E, assim por diante, a Weekend está contribuindo para o progresso da cidade, para ampliar a renda das pessoas e, se não bastasse, para tornar as pessoas mais felizes.

Temos ou não motivos para comemorar? Brinde conosco!

Não por acaso, uma das pautas da edição desta semana focaliza a beleza das mulheres de 40 anos ou mais.

Estou no Twitter


2010
07.28

Confesso-me semianalfabeto eletrônico. Mas, como não é mais possível trabalhar com comunicação sem estar permanentemente conectado com as novas tecnologias, pedi socorro ao Rogério Hanssen, músico de 77 instrumentos em tudo que se refere a informática, e ele providenciou meu ingresso no tal twitter, do qual tanto se fala atualmente.

Acabo de postar comentário resumido sobre os tais jingles eleitorais, aos quais me referi no post anterior aqui do blog.

Quem tiver paciência para me seguir no twitter, o endereço é @valdircarleto

Não tenho a menor pretensão de ser um Marcelo Tas, que tem centenas de milhares de seguidores, mas quem sabe consiga alguns pelo menos, se um amigo sugerir a outro e assim por diante. Desde já, agradeço.

Vamos ver como me saio nessa nova empreitada…

Como eu detesto esses jingles eleitorais!


2010
07.28

Enquanto não fica pronta a ferramenta para que eu passe a me manifestar pelo Twitter, irei dando uns pitacos sobre política eleitoral aqui mesmo no blog.

Há muitos critérios que um eleitor pode adotar para escolher em quem votar. Eu proponho um critério para escolher em quem não votar: riscar de pronto esses que tentam se valer de musiquinhas chatas e repetitivas para fazer a cabeça do eleitor.

Neste ano, o Pereira dos Metalúrgicos conseguiu superar a chatice do jingle do Alan Neto.

Em minha opinião, os dois já estão eleitos como os que têm as músicas mais chatas deste ano. Pelo menos por enquanto, pois podem surgir outras ainda piores.

Nada tenho contra eles, é bom registrar. Aliás, tenho bom relacionamento com ambos. Mas que o barulho desses alto-falantes irrita qualquer um, irrita. Para mim, isso é tentativa de lavagem cerebral.

Se dependesse da minha vontade, som externo seria banido das campanhas eleitorais. Porém, como quem faz as leis é quem tem interesse direto, vamos suportando essa zoeira infernal.

Quem desrespeita os idosos não tem respeito por nada


2010
07.28

Eu estava dentro do carro, estacionado em uma rua do centro de Guarulhos, em um dia de semana à tarde, quando ouvi uma voz enérgica, em altos brados, vinda de um veículo que acabara de estacionar no outro lado da rua.

Uma senhora, de uns 60 anos, que me pareceu ser mãe do motorista, abrira a porta para descer, mas como havia outros carros trafegando, o rapaz gritou para ela: “Fecha logo essa porra!”.

Fiquei chocado com a atitude ríspida do moço e, mais ainda, quando vi que no banco de trás havia um homem idoso, com dificuldade para descer do carro de duas portas. Quem ajudou o senhor? A mulher. O rapaz ficou resmungando na calçada.

Lentamente, o casal entrou em uma clínica médica, o homem mancando, enquanto o mal-educado lá ficou, tomando conta de seu automóvel e fazendo cara de poucos amigos.

Fiquei me corroendo de vontade de tirar satisfações com o moço, mas como já tomei não sei quantas invertidas por comprar brigas que não eram minhas, guardei silêncio e, então, resolvi relatar o ocorrido para meus caros internautas, para que muitas pessoas tenham oportunidade de refletir sobre o tratamento que costumamos dispensar aos nossos velhos.

Vejo com alegria como os japoneses e seus descendentes tratam os idosos: têm com eles todo cuidado, toda atenção, todo carinho. Observo como eles os reverenciam quando os acompanham a médicos, laboratórios e hospitais.

Será que os orientais cuidaram melhor de seus filhos quando eram crianças para merecer esse tratamento tão diferenciado? Ou nós, ocidentais, é que somos malcriados e não aprendemos a respeitar os mais velhos? Esquecemo-nos de que todos envelhecemos e é claro que ninguém deseja ser maltratado apenas porque já não é jovem.

Entendo que, por mais que nossos pais e avós possam ter falhado em algum aspecto de nossa educação, devemos ter com eles muito cuidado, pois, afinal de contas, a eles devemos a vida. Mais: certamente fomos responsáveis por muitas noites maldormidas, por muita preocupação com qualquer doençazinha que nos acometia, com nosso desempenho na escola, os problemas de relacionamento com os coleguinhas da vizinhança, ou, já mais crescidos, quando demorávamos a voltar para casa.

E agora, que somos adultos, esquecemos tudo isso? Tratamos os idosos como trastes, inservíveis?

Além do tom indevido, o uso do palavrão ao se dirigir à própria mãe, ou ainda que não fosse, a uma pessoa de mais idade, principalmente mulher, soou-me como uma agressão sem o menor cabimento.

Neste desabafo pela reação contida, concito-os a pensar nesse comportamento e a comentar com seus descendentes, para que nos espelhemos nos orientais e passemos a respeitar mais nossos antepassados, com a paciência e o carinho que eles merecem.

Lógico que deve haver jovenzinhos descendentes de orientais que também não tratam bem seus ascendentes, bem como pessoas idosas de todas as nacionalidades que não fazem muito por merecer respeito. Mas são exceções.

Sugestão para o trânsito de Cumbica


2010
07.27

O trânsito na área central de Cumbica está sempre complicado. Entra governo, sai governo, seja municipal, estadual ou federal, e ninguém dá jeito naquele trevo ridículo. Aliás, não é um trevo, mas uma ponte seguida de um quarteirão. Absurdo para o imenso porte dos caminhões que por ali trafegam.

Para quem sai da avenida Santos Dumont, vindo da Cidade Satélite, e precisa alcançar a via Dutra, sentido São Paulo, não tem alternativa. É ter paciência, esperar e devagar vai indo.

Quem precisa seguir para a estrada de Nazaré, também não tem jeito: a rua Brigadeiro Mário Perdigão é o único acesso.

Porém, quem pretende atingir a avenida Monteiro Lobato não precisa usar o mesmo caminho que praticamente todos usam.

A rua Holandesa, pela qual fazem retorno os veículos que se destinam à Dutra, é um nó. Seguir pela Mário Perdigão até em frente à Base Aérea é outro nó, um funil complicado.

A alternativa é seguir pela Mário Perdigão e entrar à esquerda na rua Abaiara, cruzar a Santos Dumont e continuar por ela até chegar à Monteiro Lobato no trecho em que a avenida é mão única sentido Parque Cecap.

É um trajeto tranquilo, até porque muito pouco utilizado. Se mais motoristas escolherem essa alternativa, haverá um reflexo positivo no fim da Brigadeiro Mário Perdigão, pois o fluxo de veículos para passar naquele semáforo será menor. Fica registrada a sugestão, que será seguida por mais motoristas se a Secretaria de Transportes e Trânsito colocar indicações desse trajeto.

Porque defendo o toque de recolher para crianças e adolescentes


2010
07.26

Porque defendo o toque de recolher para adolescentes

Sou defensor intransigente da liberdade, de forma geral, e da liberdade de expressão em particular. Juristas e outros que têm se posicionado contra instituir horários-limite para a permanência desacompanhada de adolescentes na rua consideram que o toque de recolher fere o princípio da liberdade de ir e vir e até dispositivos já previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Eu discordo: entendo que o ECA foi criado para proteger a criança e o adolescente e não consigo vislumbrar em quê pode ser positivo para uma criança – ou adolescente, como queiram – de 13 anos estar na rua, sem um responsável, às dez da noite, por exemplo.

O chamado toque de recolher está em vigor em Fernandópolis (SP) há mais de quatro anos. Nesse período, o número de ocorrências envolvendo menores caiu ano após ano, chegando a uma queda de mais de 80%. Em Cambará (PR) e em municípios da Bahia também já foi instituído. Santo André, no ABC, e outros municípios paulistas também discutem a possibilidade de implantá-lo.

Em abril de 2009, o juiz de Ilha Solteira determinou o toque de recolher na cidade e na vizinha Itapura. Crianças de até 13 anos só podem estar nas ruas desacompanhadas até as 20h30. Os que têm entre 14 e 15 anos, até as 22h e os de 16 e 17 até as 23h. Parece-me mais do que razoável.

Em defesa da decisão do juiz estão juristas como Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da PUC. Contra, insurge-se Marcos Alvarez, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência, da USP.

Um dos argumentos contrários é de que o Art. 149 do ECA já prevê restrições à permanência de menores em determinados lugares. Fui verificar e esse artigo diz que compete à autoridade judiciária disciplinar, através de portaria, ou autorizar, mediante alvará, a entrada ou permanência de criança e adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável, em estádios, clubes, bailes, boates, bem como a participação em certames de beleza e espetáculos públicos. Nada diz sobre ficar nas ruas, praças e avenidas.

Ora, se em estabelecimentos fechados, onde é mais possível haver controle e fiscalização, a Lei prevê que a presença de crianças e adolescentes depende de alvará judicial, é mais do que lógico e natural que juízes possam decidir quem pode ou não ficar na rua em um ou outro horário.

Põem-se contra o toque de recolher também estudiosos que entendem que não cabe aos municípios legislar sobre direitos da criança e do adolescente, tarefa essa que seria exclusiva dos entes federais. Aí enxergo alguma validade no argumento, mas ressalvo que iniciativas das cidades podem deflagrar o início de um debate nacional com essa preocupação.

Mas, afinal, por que defendo o toque de recolher?

Bem, antes de tudo, em defendo que o tema seja debatido. E me posiciono a favor porque entendo que cabe às famílias educar os filhos. É absolutamente normal que um garoto de 12 anos esteja no carro do pai ou da mãe às 23h voltando de uma festa. Mas é inconcebível, como se vê nas ruas centrais de Guarulhos, crianças dessa idade vendendo coisas nos semáforos ou pedindo esmolas, ou, ainda, fazendo acrobacias com tochas de fogo, o que é ainda pior.

Eu pergunto: onde estão as pessoas que defendem o direito de ir e vir dessas crianças? Certamente estão no aconchego de seus lares ou enchendo a cara nos bares. De que adianta os adolescentes terem o direito de ir onde quiserem, se não tiverem quem os proteja dos traficantes, aliciadores para a prostituição, pedófilos e exploradores de todo tipo?

Eu defendo, sim, o direito de ir e vir das famílias e das pessoas de todas as idades. Que todos possam andar livremente pelas ruas, com segurança. Sem serem, de repente, surpreendidos por um assaltante “de menor”, que pode ficar na rua a qualquer hora, sob o argumento de que a Lei lhe garante o direito de ir e vir.

Em torno do ECA há, na verdade, muita hipocrisia. Muita gente com discurso bonito em defesa da criança e do adolescente, mas com uma prática que em nada os protege; ao contrário, sua prática deixa-os entregues à própria sorte, à mercê de todo tipo de perigo.

Até dentro do condomínio onde moro meus filhos têm hora certa para voltar para casa. Mas, como nem todos os pais cuidam dignamente de seus filhos, é de bom alvitre que promotores, juízes, vereadores e outras autoridades se preocupem em criar normas para protegê-los. Há alguns anos, presenciei uma ex-vereadora de Guarulhos, hoje na Câmara Municipal de São Paulo, defender que o Juízo da Vara da Infância e Juventude pusesse fiscais em todas as danceterias para impedir a entrada de menores, já que os pais não conseguiam impedi-los de sair de casa. Ou seja, cada família não dá conta dos seus, então que o Estado dê conta de toda a população!!

Quando se depara com pais desse tipo, só mesmo contando com restrições legais ao tal direito de ir e vir. Defendo o toque de recolher porque sempre haverá pais e mães que dependem da autoridade de terceiros, já que perderam totalmente a própria autoridade.

Missa do poeta Orlando Gilli será nesta sexta-feira


2010
07.21

Será celebrada nesta sexta-feira, 23, a Missa de 7º dia em homenagem póstuma ao poeta Orlando Gilli, membro da Academia Guarulhense de Letras (AGL). A celebração acontece na Paróquia São Judas Tadeu – Rua da Verdade, 269 – Vila Galvão às 19h30.

Homenagem do acadêmico Eugênio Asano

UMA FÊNIX LEVANTA VÔO

Era um homem que não acreditava na passagem do tempo. Talvez por isso tenha vivido quase um século.

Era um homem que acreditava na bondade, sempre a agradecer. Talvez por isso tenha feito tantos acrósticos.

Era um homem íntegro. Por isso sua história não consta em nenhum arquivo da imprensa da cidade.

Era um homem que tinha poucos amigos. Por isso sua despedida foi silenciosa, alguns orando, outros colhendo folhas soltas no campo santo.

Vários infortúnios no pouco tempo que o conheci: um atropelamento aos 80 anos, uma queda do segundo andar de uma casa em construção, um escorregão que o fez bater com a cabeça na quina da mesa e o deixou desacordado, uma mordida de cachorro, um mês de internação no Hospital Padre Bento, uma queda da escada, enfim, a cada remendo no corpo, um verso contando o ocorrido, talvez pra não ter que ficar repetindo a todos que perguntavam. O último infortúnio, não pode nos contar. Pelo menos a nós que ficamos aqui, acreditando que ele não era um homem comum e sim uma Fênix, sempre a desafiar os abismos da vida.

Voa Fênix. Voa.

Eugenio Asano, familiares e amigos

Todos os sabores reunidos na mesma cidade


2010
07.21

Antigamente era fácil escolher um lugar para comer em Guarulhos. Agora é bem mais difícil. Eu explico: é que antes havia pouquíssimas opções e os guarulhenses acabavam optando por ir para São Paulo, cidade que tem a fama de reunir sabores de todo o mundo.

Atualmente, há tantas alternativas, que fica difícil decidir.

Como as pessoas não prestigiavam o que havia aqui, o comércio não prosperava, não evoluía, não gerava empregos. Famílias abastadas preferiam investir em imóveis para locação, em vez de abrir algum negócio. Lucravam até com o insucesso dos inquilinos, pois quando uma casa de comércio não conseguia se sustentar e fechava as portas, os proprietários cobravam luvas do novo locatário que se arriscava a abrir uma pequena empresa.

Mas Guarulhos não poderia permanecer nessa ladainha, dando voltas em torno de si mesma. Se estar ao lado da capital era um problema, haveria de ser também solução. Aos poucos, empresários com mente mais arejada foram se estabelecendo, investindo em visual arrojado, apostando no potencial da cidade.

Gradativamente, o guarulhense foi aprendendo a gostar da cidade e a prestigiar quem nela investe. Quem investe passou a ter resultado e a reinvestir, ampliar os negócios, abrir filiais; magazines de renome foram se multiplicando, novos empregos sendo gerados.

Na gastronomia não podia ser diferente. Pizzarias existem às centenas. Tem para todos os gostos. No almoço, predominam os restaurantes por quilo, desde os mais populares até requintados. Quem prefere a la carte, dispõe de muitas alternativas. Os hotéis esmeram-se no cardápio. E começaram a surgir os restaurantes temáticos, os especializados em comidas de um país ou de outro, e assim por diante. Os orientais, por exemplo, já são diversos e para todos os bolsos.

De dia ou à noite, sempre há ótimos endereços para a refeição do casal, da família ou para reunir amigos, para bater papo ou tratar de negócios. Até pessoas de outras cidades nos visitam para provar da nossa rica gastronomia. Quem diria!?

De repente, veja só, não é tão preciso ir a São Paulo. É bem verdade que ainda faltam sabores de algumas partes do mundo por aqui, mas, como não param de chegar novidades, não demora muito e todos também estarão reunidos em uma mesma cidade: Guarulhos. Bom apetite!

Um pouco de bom senso no trânsito do Jardim Pinhal


2010
07.20

As feiras livres são uma mania do brasileiro. Apesar de todo o conforto que os hipermercados oferecem, as pessoas preferem as feiras livres para comprar produtos verduras, legumes e frutas. Em vários aspectos, têm razão em manter essa preferência, mesmo com os inconvenientes causados pela presença desse tipo de comércio em vias importantes de trânsito.

Porém, se uma cidade como Guarulhos precisa continuar convivendo com esse transtorno, as autoridades municipais poderiam cuidar para minimizar os contratempos causados pelas feiras.

Vejamos o exemplo da feira de terça-feira no Jardim Pinhal. A avenida Avelino Alves Machado tem várias travessas que iniciam na avenida Tiradentes e que não têm nenhuma transversal. Nas terças-feiras, é impressionante ver quantos motoristas sofrem percalços porque não têm como seguir seu caminho.

O remanejamento de uns poucos metros permitiria uma alternativa de tráfego para quem não queira dar uma imensa volta.

Basta recuar o suficiente para permitir que os veículos acessem a rua Haroldo Lobo. Por ela, os motoristas poderão entrar ou sair da região do Jardim Paraventi, utilizando a rua Uruaçu – onde fica a sede do Ciesp.

Se a Secretaria de Transportes e Trãnsito analisar esta sugestão e tiver sintonia com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, entendo que se chegará a um consenso que não prejudicará os feirantes, nem a população que prefere fazer as compras nas feiras livres.

Outra medida importante a ser tomada: já passou da hora de inverter a mão de direção da rua Elias Acras, facilitando o trajeto dos motoristas que chegam à esquina da avenida Tiradentes com a avenida Avelino Alves Machado e que preferem não passar pelo Centro. Essa providência, que propiciaria acesso tranquilo à vila São Jorge e, por ela, à saída da cidade ou a vários locais, foi anunciada há dois anos, mas não posta em prática ainda. No sentido inverso, os veículos transitariam pela rua Antonio de Camargo e, através de um novo corte na Tiradentes, seguiriam pelo outro lado da Antonio de Camargo, até a Avelino Alves Machado. Mais racional, mais lógico, mais rápido.

Investir em gente dá lucro


2010
07.15

No guia “150 melhores empresas para você trabalhar”, edição conjunta das revistas Exame e Você S/A., de 2009, há uma informação de rodapé, quase imperceptível, que é a essência dessa publicação anual.

Com o subtítulo “Felicidade traz dinheiro”, o guia revela que as 150 empresas selecionadas como as que detêm as melhores práticas no que se refere a recursos humanos têm rentabilidade sobre o patrimônio líquido bem maior do que o obtido pela médias das 500 empresas listadas na edição “Maiores e Melhores” da própria Exame.

E não se trata de uma sutil diferença: enquanto as 150 conseguem significativos 12,7% sobre o PL, as 500 maiores não passam de 3,5%.

Alguns fatores explicam o sucesso dessas empresas em busca do que é a pedra de toque do mundo corporativo, o lucro. Vejamos:

Enquanto a média salarial no mercado é de R$ 1.379 nas 150 melhores para trabalhar atinge R$ 2.952, uma diferença de 113,95%. A escolaridade dos funcionários do mercado em geral é de 36,66% de ensino fundamental, 46,52% médio e apenas 16,82% com nível superior. Já nas 150 melhores do guia, os que têm só ensino fundamental não passam de 4,81%; 42,85% têm nível médio e nada menos de 52,34% contam com formação superior.

A rotatividade de mão-de-obra também é muito menor nas empresas melhores para trabalhar: 23,5% em 2008, ante 47,8% no mercado. Isso faz com que elas tenham um contingente maior de colaboradores com mais tempo de casa. No item acima de dez anos, chegam a 20,31% enquanto no mercado a média é de 9%. Levando-se em conta quanto custa treinar pessoal, taxas menores de turnover representam redução de despesas.

Quanto à idade, a diferença não é muito acentuada: nas 150 melhores empresas para trabalhar, predomina a faixa de 30 a 39 anos, seguida da de 25 a 29 anos. No mercado, predominam colaboradores de 30 a 49 anos. O percentual de mulheres é maior nas 150 empresas do que no mercado: 38,09% a 33,02%.

A análise da revista é de que as empresas que investem mais nas políticas de pessoal formam um time de elite no cenário econômico, porque são transparentes nas informações, e, além de pagar melhor, retêm os funcionários por mais tempo, têm um público interno de maior grau de instrução e mais diversificado.

E, como consequência, obtêm maior comprometimento das equipes e que isso se dá porque as pessoas se sentem mais felizes ao trabalhar para essas empresas.

Essa felicidade acaba se traduzindo em melhores resultados no balanço das empresas, por uma série de razões. É natural que pessoas felizes atendam melhor a clientela, transmitam boa imagem da empresa e participem do esforço de conquistar rentabilidade. Mesmo nos momentos difíceis, empresas onde é saudável o clima de trabalho conseguem contar com mais apoio dos funcionários.

Investir em gente, portanto, dá lucro.