Homens, livros, trânsito e alternativas

2010
06.28

“Um país se faz com homens e livros”, disse Monteiro Lobato, certo que de que sua pregação nacionalista apontava para o melhor caminho a ser seguido pelos brasileiros. Há quem torça o nariz para essa frase, considerando-a reacionária, pois nem só o que está nos livros é a verdade e nem sempre é verdade o que está nos livros.
O fato é que um país pode ser feito de qualquer jeito. Uma nação, no entanto, precisa de muito mais do que homens e livros, ainda que Lobato tenha buscado um sentido mais amplo, significando a educação como um todo.
Reacionário ou não, o criador do Sítio do Picapau Amarelo ficou um pouco mais conhecido dos guarulhenses após a realização do I Salão do Livro de Guarulhos, uma realização das secretarias municipais de Educação, Cultura e Comunicação, que ocupou nada menos de 6 mil m2 no Parque Transguarulhense, de 7 a 16 de maio.
A ambiciosa meta de atrair 200 mil pessoas foi superada, embora nos primeiros dias houvesse a impressão de que pouca gente se deslocaria até o local para aproveitar as ofertas das dezenas de livrarias expositoras e participar das palestras e debates ali levados a efeito.
O evento foi um sucesso. O público pôde ter contato com nomes de peso como Ariano Suassuna, Ignácio de Loyola Brandão, Maria Adelaide Amaral, Pasquale Cipro Neto, Carlos Heitor Cony e muitos outros. Membros da Academia Guarulhense de Letras participaram de cafés literários e tiveram espaço para expor suas obras.
Nos próximos anos, Guarulhos já poderá se valer dessa primeira experiência para oferecer um Salão do Livro que atenda as expectativas até dos mais exigentes.
Coerente com a linha de prestação de serviços traçada em seu lançamento, em outubro de 2009, a Weekend fez ampla cobertura do Salão, antes, durante e depois de sua realização.
Semanas depois, mostrou novamente que é uma revista mais do que antenada com a cidade ao publicar, em uma edição, alguns pontos cruciais do trânsito de Guarulhos e, na seguinte, sugerir caminhos alternativos para tentar fugir desses e outros gargalos.
Uma cidade se faz com homens, livros, eventos, atitudes, princípios, educação, cultura, comunicação e muito mais. Guarulhos já expõe a pujança e, ao mesmo tempo, os problemas inerentes a uma metrópole. Focalizar tudo isso, propor o debate e apontar soluções é o papel da Imprensa. É este o Jornalismo que exercemos: informativo, opinativo, crítico, participativo e propositivo. Útil, para resumir em uma pequena palavra que diz tudo.

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