É a primeira vez que Guarulhos realiza o Salão do Livro, que vai até domingo, 16, no Parque Transguarulhense, em parceria da Prefeitura com a Associação Nacional de Livrarias (ANL).
Trata-se de uma conquista para nossa população, que, porém, parece não ter despertado para esse fato. Com exceção do fim de semana, quando dezenas de milhares de pessoas compareceram, e nos momentos em que grandes nomes têm se apresentado, o Salão estaria quase vazio não fossem as caravanas de estudantes da rede municipal, levados em ônibus até o local.
Um dos motivos para essa ausência de público talvez seja a localização. Não é um ponto onde costumem ser promovidas atividades culturais, a não ser que assim possam ser considerados os shows com grupos de pagode e sertanejos ali levados pela Prefeitura.
É lógico que seria mais coerente fazer em um local como o Adamastor, mas o espaço não comportaria o Salão, nem o formato das instalações seria condizente. Temos de reconhecer que a cidade ainda não dispõe de um local adequado para tal. Quem sabe o cogitado Centro de Convenções venha a suprir essa lacuna.
Mas, enfim, quem vai ao Salão do Livro de Guarulhos encontra motivos para voltar e recomendar aos amigos.
Além das dezenas de livrarias que estão vendendo publicações interessantes a preços convidativos, há as atividades, como palestras, entrevistas, contação de histórias, esquetes teatrais e shows.
Membros da Academia Guarulhense de Letras têm estado diariamente no quiosque da entidade, conversando com leitores e autografando obras de sua autoria. Têm participado também de entrevistas no “Café Literário”, às 10h da manhã.
Participei terça-feira, junto com o poeta e escritor Ibrahim Khoury, e gostei muito das perguntas inteligentes e instigantes do apresentador do programa “Filosofia no Cotidiano”, Jean Gaspar.
Havia pouca gente, mas pessoas muito atenciosas e participativas, como um grupo de alunos de letras das Faculdades Torricelli, cuja professora é autora de um livro de poemas. Infelizmente, não anotei o nome dela, pelo que peço desculpas.
Creio que nestes últimos quatro dias, quem ainda não foi aproveitará essa rara oportunidade e prestigiará essa iniciativa louvável das secretarias de Educação, Cultura e Comunicação.
Quem quiser discordar de minha opinião, fique à vontade para comentar.