Tiragens e mentiragens

2010
05.31

Sempre haverá quem consiga produzir algo de qualidade inferior, ainda que aparentemente semelhante, por um preço significativamente menor.

No ramo editorial, quando se trata de publicações de distribuição gratuita e que, portanto, dependem da receita de publicidade, é um hábito divulgar tiragens que não se confirmam na realidade.

Esse hábito existe para tentar fazer crer ao anunciante que há uma relação custo x benefício bastante atrativa. O artifício pode prosperar por algum tempo, mas não se sustenta, porque o cliente irá perceber pelo resultado pífio que a tiragem divulgada não era verdadeira.

As publicações de responsabilidade da Carleto Editorial, empresa que dirijo junto com meu filho Fábio, divulgam exatamente a tiragem que produzem.

A Revista Guarulhos (RG), bimestral, passou recentemente de 10 mil para 12 mil exemplares, impressos em papel couchê de primeiríssima qualidade. A revista semanal Weekend começou em outubro de 2009 com 12.500 exemplares e em abril passou a ter 15 mil exemplares, impressos em papel LWC, o mesmo das maiores revistas do país, como Veja, IstoÉ e Época. As duas revistas da Carleto são impressas pela Editora Parma, de Cumbica, Guarulhos, tanto pela qualidade do trabalho realizado, quanto pelo atendimento que nos é dedicado, mas também pelo princípio que defendemos de prestigiar, sempre que possível, as empresas de Guarulhos.

Se não bastassem as notas fiscais da Parma, comprovando as tiragens divulgadas, a cada edição pelo menos um cliente é convidado a visitar a redação e conferir a tiragem e verificar in loco o trabalho de etiquetagem dos mais de 6 mil exemplares nominais entregues em mais de 100 dos melhores condomínios da cidade.

Evidentemente, para produzir tantos exemplares, o custo dos anúncios em nossas páginas não tem como ser irrisório como o de outras publicações.

Felizmente, enquanto há os que se contentam em pagar menos, sem levar em conta a verdadeira tiragem, há muitos outros que zelam pelos valores que investem em publicidade e que, por isso, preferem pagar mais caro para ter resultados efetivos, o que, na prática, corresponde a pagar menos. Afinal, publicidade não é caridade, nem despesa, mas investimento. E quem investe quer retorno.

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