Têm causado grande polêmica as alterações efetuadas no trânsito da região da vila Rio de Janeiro, proximidades do Carrefour.
A Secretaria de Transportes e Trânsito implantou mão única de direção na avenida Salgado Filho, a partir da confluência com a avenida Bartolomeu De Carlos, conhecida como Transguarulhense. Para quem se dirige dos bairros para o Centro, foi instituída mão única na avenida Benjamin Harris Hunnicutt.
O inconformismo se dá, principalmente, quando o motorista está no Jardim Santa Clara, portanto a poucos metros da avenida Suplicy, e tem de se deslocar até o Jardim Iporanga, única forma de acessar a avenida Benjamin Harris Hunnicutt.
É inevitável que os usuários reclamem, realmente não ficou uma maravilha, mas o fato é que como estava não dava para continuar. Algo haveria de ser feito e não vejo como pudesse ter sido feito melhor, a não ser que novas vias fossem abertas na região, o que também é dificultado pelo relevo do local.
O fato é que Guarulhos cresceu de forma muito desordenada, sem planejamento, e as vias de tráfego não comportam o volume de carros que atualmente circulam pela cidade.
O proprietário do posto de combustíveis situado na esquina das avenidas Suplicy e Salgado Filho relata que seu movimento caiu cerca de 20% com as alterações, mesmo com a obrigatoriedade de passarem em frente a seu estabelecimento os veículos que antes podiam atingir a Benjamin Hunnicutt sem passar pela confluência pela Suplicy.
Aliás, a pequena praça que tem de ser contornada para fazer a conversão da Transguarulhense para a Salgado Filho não comporta tanto movimento e, além disso, seu traçado geométrico dificulta as manobras de caminhões que fazem aquele retorno.
Como bem disse o comerciante, para mudar esse quadro de dificuldades no trânsito nossos administradores teriam de ser bastante ousados e essa mudança de atitude demandaria enorme soma de recursos. A Suplicy teria de ser “esticada” até que seu grande volume de tráfego pudesse ser escoado por vias secundárias, já no Jardim Santa Clara.
Construções foram feitas próximas a margens de córregos e há terrenos vazios que podem ser desapropriados. Fica mais barato fazê-lo antes que haja construções. Porém, como já foi dito, isso demanda muito dinheiro e certa dose de coragem.
Enquanto não se obtém uma solução duradoura, que pode não vir jamais, parece-me que o paliativo posto em prática pela STT está funcionando relativamente bem, com exceção do contorno da pracinha ao lado da Suplicy. Talvez fosse útil direcionar para a rua Roberto os veículos que descem a Suplicy com destino ao sentido Centro da Salgado Filho, liberando a pequena praça unicamente para quem precisa fazer o retorno.
Se você, internauta, tem alguma sugestão que melhore o trânsito da região, poste seu comentário.