Junto aos meus três irmãos, tive a felicidade de comemorar o aniversário de meus pais, Armando e Antonia. Ele completou 82 anos no dia 11 e ela, 78, no dia 9. Resolvemos, então, promover uma ampla reunião de família, já que a soma dos dois resulta em 160 anos.
Para nossa alegria, conseguimos reunir familiares residentes em diversas cidades, casualmente representando várias ramificações das famílias Martins, de minha mãe, e Carleto, de meu pai.
Os quatro filhos do casal, noras, oito dos nove netos, um dos três bisnetos, irmãos, cunhados e cunhadas, primos, sobrinhos, todos envolvidos em um clima de harmonia, matando as saudades de algum tempo de ausência em alguns casos, revivendo momentos marcantes de outros encontros. Que felicidade rever tantos parentes queridos, com os quais nem sempre temos a chance de conviver.
Que benção ter conosco nossos pais, nessa altura da vida, com saúde para curtir esse momento sublime.
É realmente um privilégio fazer parte dessas famílias, gente humilde que preserva seus valores e princípios, acima de quaisquer outros interesses. E que se reúne de uma maneira muito agradável a cada oportunidade, todos participando ativamente, colaborando, brincando, jogando bola, enfim, aproveitando cada instante para estar junto, conversar, contar dos filhos e netos, as conquistas que vêm obtendo, o orgulho de vê-los crescendo e se desenvolvendo. Em geral, vê-se que formaram núcleos familiares à imagem e semelhança dos antepassados, buscando manter as mesmas características de amizade e ótimo relacionamento, logicamente fazendo o possível para que as novas gerações tenham excelente formação, para que desfrutem da vida com menos sacrifício do que os que os antecederam.
Essa é a lei da vida: temos o dever de legar um futuro melhor àqueles a quem temos a responsabilidade de educar e formar.
Este relato bastante pessoal tem o objetivo de agradecer a Deus por essa dádiva, bem como de transmitir uma mensagem a tantas pessoas que perdem as melhores chances que a vida lhes proporciona, digladiando-se entre irmãos, pais e filhos, por questões minúsculas, como posses e bens, coisas efêmeras que podem passar a impressão de felicidade, mas que, na essência, tão pouco representam. Se não damos valor a nossa própria família, aos que nos deram a vida, que nos cuidaram, se dedicaram, deram o melhor de si, que mais podemos valorizar?
A vida é muito sublime para se perder por coisas tão pequenas. Dou graças a Deus pela grandeza que tivemos ao decidir por essa comemoração, que, temos certeza, ficará gravada indelevelmente na retina dos olhos e na memória de cada um que participou. Mais ainda, no coração de todos.